domingo, 22 de novembro de 2009

dica 037 - Livrar o filho do serviço militar obrigatório



Para ser um cidadão da Classe Média, é fundamental ter aprendido que este status significa ter muitos deveres e poucos direitos. Isto quer dizer que nem todos os deveres são tão “deveres” assim, pois a situação injusta é um salvo-conduto para utilizar um “jeitinho” de ficar livre de determinadas obrigações. É assim, por exemplo, com o bom e velho serviço militar obrigatório, aquele ao qual todo brasileiro do sexo masculino precisa se apresentar ao completar a maioridade e que, eventualmente, precisa servir.

Muitos pais de família medioclassistas guardam boas lembranças da época do serviço militar obrigatório. Normalmente o período é tido como uma fase de grande aprendizado e da conquista de boas amizades. Mas quando o patriarca pensa em seu rebento pós-adolescente às voltas com a possibilidade de enfrentar as situações que conhece bem, imediatamente aciona os mecanismos de superproteção em seu cérebro medioclassista. O Papai Classe Média sabe muito bem que aquelas mãos de pele fina, acostumadas apenas ao videogame, não são adequadas ao manuseio de fuzis, e aquele físico nada avantajado de “filho de apartamento” não é adequado para as flexões e para os terríveis cangurus diários. Imagine então ter que acordar o menino todos os dias de madrugada!

Por estes motivos, o patriarca faz questão de procurar “contatos”, pessoas ligadas a algum figurão de patente respeitada nas instituições militares, e através destas conexões, pedir para tirar dessa fria o imberbe filhote. Para evitar que o sangue-de-seu-sangue seja submetido à rígida hierarquia militar, tendo que obedecer a alguém de salário baixo, o aplicado papai vai em busca do tal figurão, munido de grande disposição para o diálogo, apelando para infindáveis coincidências da vida, lembrando da época em que serviu, dos possíveis amigos em comum, quem sabe algum conhecido que seguiu carreira no exército, e para provar que dá muito valor à instituição, não descarta bater continência, pagar ele mesmo dez flexões ou lustrar as botas do comandante.

Após esta primeira sessão de reconhecimento à grandeza do serviço militar, vem a parte dos “poréns”, com um vasto repertório de desculpas previamente ensaiado: vestibular, problemas de saúde, trabalho, a mãe preocupada. O militar escuta aquilo tudo, pondera, diz que vai quebrar o galho do papai desesperado e libera o menino. O chefe-de-família medioclassista vai embora feliz da vida e conta pra todos os amigos como a sua influência de bastidores livrou o filho do serviço militar obrigatório. O filho fica aliviado de poder continuar acordando às onze todos os dias. E o comandante do batalhão acumula mais uma história divertida sobre um sujeito de meia-idade que veio se humilhar por causa de um inscrito que já ia cair mesmo no excesso de contingente. Ou seja: no final, todo mundo sai feliz.

115 comentários:

Willian S. disse...

Excelente!

Infelizmente uma das poucas dicas que não bate comigo: meu pai fez questão que eu prestasse serviço militar, mas ("graças a Deus!") já havia dado excesso de contingente.

abração!

A Lesma Lerda disse...

nao tem uma pequena pequena perda de foco aí???
serviço militar serve pra que mesmo??
as pessoas deviam ir alegres e saltitantes? implorando???

O Japinha disse...

É mesmo! Também não bateu aqui.

Mas no dia da apresentação na junta, tomei um enquadro policial e ainda nem tinha carteira de motorista... irresponsabilidade no trânsito podia ser tema pras próximas dicas...

Mas os outros POSTs, direitinho!

;)

Anônimo disse...

serviço militar não deveria ser obrigatório!!!

Damastor Dagobé disse...

quem diria...o Pierre é milico.

asnalfa disse...

Detestei a critica de hoje!
Servico militar é coisa pra país comunista.
Sou contra isso!

Eduardo Marques disse...

Gostei dessa postagem. Eu mesmo me livrei também do serviço militar. Não assim, mas por excesso de contingente, mesmo. Mas apóio, mesmo assim. Se não tivesse o vestibular, eu iria.

Ô "analfa", seviço militar não é coisa de comunista, os Estados Unidos também têm e estão longe de ser comunistas.

Anônimo disse...

e daí se serviço militar é bom ou rui? o cara tá apenas falando do comportamento da CM, que adora reivindicar direitos mas odeia obrigações.

cappacete disse...

Tinha um vizinho, lá em Osasco, que era milico e trabalhava no setor burocrático do exército, este sujeito cobrava quinhentos reais para livrar do exército, isso em meados dos anos noventa, era uma puta grana, e só os playboyzinhos tinham condições de pagar. Por esse preço preferi servir o exército, e não me arrependo, agora os burguesinhos,acho que até hoje dão dinheiro para este pilantra.

Anônimo disse...

Mas,se fosse obrigatorio servir o exercito dos EUA ou em Israel,todos iam achar lindo e maravilhoso.Talvez ate rolasse um tipo de comemoraçao qdo o filhote completasse 18A.
PS.Nao sabia que Israel é comunista!!!!La o serviço militar é obrigatório e é pra todos!!!

Mari Moscou disse...

Afe, o pior é que é isso mesmo... Na verdade esse é só mais um dos "jeitinhos" que a Classe Média costumam dar né? Podia fazer um post compilando todos os "jeitinhos". Se quiser eu ajudo, hehe!

R. disse...

Me livrei. O que é muito bom, pois não gosto muito de militares (meus pais são, e só falta eles quererem que a ditadura volte, eles são reacionários perfeitos).

Pedro Benedito Maciel Neto disse...

Essa história de serviço militar é isso mesmo... Mas tem também a questão do "ponto do ônibus" e da "feira"; todo mundo quer o ponto de ônibus e a feira perto de casa, mas ão na rua de casa... Fica feio, né

lucas disse...

Serviço militar é coisa de comunista, claro, tanto é que os comunistas por aí adoram os milicos, né?

opzd disse...

vc se engana ao dizer que: aquele físico nada avantajado de “filho de apartamento”, pois o jovem medio classista debuta na academia aos 15 anos, onde seus amigos prontamente o ensinam a usar doses massivas de esteroides.
tchaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!

Anônimo disse...

Eis um atraso de vida considerável, o exército.

E uma das coisas que não é exclusividade de Classe Média.
A diferença é que a Classe Alta não precisa ir lá se humilhar pra tirar os filhos do serviço.

Spam for free* disse...

O texto não discute (aprova ou desaprova o serviço militar). Comunista, bom ou mau, se deve ou não ser feito não está em questão, amigos palpiteiros.

O toque de Classe está no jeitinho de dribla-lo (pouco ortodoxo) e na maneira de enxerga-lo como problema (não é a militarização que é o problema, mas a dureza e a submissão que estão implicadas nesta atividade).

Abobrinhas Psicodélicas disse...

Parece-me que alguns leitores estão interpretando de forma equivocada este post. Não se trata de defender ou condenar o serviço militar obrigatório, mas sim de mostrar outro velho hábito da classe média brasileira: o de achar que o que é que para "todos", não pode ser para ela. Serviço Militar para os filhos dos empregados, tudo bem; mas para os rebentos medioclassistas, nem pensar. Já o anônimo das 18:22 h mandou muito bem: conheço vários rebentos da classe média judaica que, com todo o apoio dos pais, sonham em servir o exército israelense. Outro dia, um destes disse-me que jamais lutaria pelo Brasil, mas por Israel morreria com orgulho! Isto sem contar naquele bando de idiotas que, fascinados pelos EUA (aquela história do "pagar pau pra gringo"), alistam-se nas forças armadas norte-americanas para obter o greencard (quando não morrem no Iraque ou no Afeganistão antes!). Pierre, mais um post perfeito.

Abraços.

Ps. Serviço Militar Obrigatório ser coisa de país comunista? Quanta desinformação!

Trebaud disse...

Os "filhotes de apartamento" (ou "piás de prédio"...hehehheheh) livram-se de aprender sobre hierarquia e respeito aos que estão um pouco mais adiante na vida quando não vão às forças armadas. Não que TODO MUNDO que não tenha ido a elas seja um cidadão de menor valor ou que transgrida loucamente por aí...Esses "filhotinhos de apês" não aprenderam nada disso em casa...
Dão aos pais o mesmo nível de tratamento que dão aos colegas de classe ou do "play" do prédio...
Raramente se vê militares transgredindo, cometendo crimes. Muito raramente.
Só sei que mantenho distância deles. Sempre, desde os anos 70/80, quando havia uma dupla de policiais do exército plantada em cada esquina da minha cidade, para "manter a ordem", claro, mas incluindo aí o veto a tudo que fosse diferente do "manual" de conduta pregado por eles.

PS: Não fui às forças armadas porque era gordo e míope...

Gaúcho disse...

Uma coisa engraçada de servir é ver o que acontece com os gurizinhos de apartamento quando não conseguem escapar.

O que tá no post é a regra, mas existem exceções que são exatamente o oposto: pais de classe média que querem um herdeiro pros negócios da família, mas sabem que o piá só quer saber de balada e playstation. Então eles vêem o quartel como um jeito de fazer o inútil aprender a ter responsabilidade, acordar cedo e obedecer - coisas que os papais e mamães de classe média raramente cuidam de ensinar aos filhos. Então usam a rede de contatos não pra livrar, mas pra garantir que o filho vai servir sim, mesmo que acabe passando por coisas que eles acham que deveriam ser só pros filhos de pobres.

Well Bernard disse...

Bom, um bom tema também, classe média adora Forças Armadas, o golpe de 64, defende as forças armadas com unhas dentes, apesar de esquivar seus filhos dela.

Wilton Alexandre disse...

o COMENTÁRIO DA ASNALFA DARIA UM ÓTIMO POST PARA O BLOG

Anônimo disse...

Todos os comentários do Asnalfa servem de inspiração pra posts. Ele faz isso de sacanagem, tenho certeza.

Anônimo disse...

A maioria das pessoas que comenta aqui é incapaz de interpretar ou compreender o mais simples texto.

CM = analfabetismo funcional.

Thiago disse...

A crítica é embasada, é parte da classe média se julgar diferente e que as regras não se aplicam a ela.

Mas um exemplo infinitamente mais pertinente é o pai/tio/avô que é sempre amigo de algum delegado/vereador/deputado e consegue assim os livrar das consequências de atitudes causadas pelo filho sem limite.

O exemplo achei ruim, pois é difícil defender algo estúpido como serviço militar, que não tem absolutamente NADA de positivo. Mesmo o exemplo sádico ( e me incluo aí, é legal mesmo ver gente mimada sofrer por ser assim) de que 'aprenderão senso de hierarquia' e coisas do gênero é estúpido, não acho MESMO que seja da alçada do estado educar as pessoas, assim como sou contra a proibição das drogas porque não considero que seja papel do estado educar o filho dos outros e ensinar que existem consequências sérias relacionadas ao uso de drogas, que é direito das pessoas ou não escolher assumi-las.

Isso posto, acho que é ABSOLUTAMENTE DIREITO do cidadão se defender de leis, de impostos, de imposições abusivas, principalmente quando você paga o preço de uma carga tributária ridícula como a nossa, onde o dinheiro arrecadado vai para a mão de políticos sem um pingo de escrúpulos.

Defender algo cretino como 60% de imposto de importação ou serviço militar obrigatório, ou a proibição das drogas porque 'afinal é a lei, e é para todos' é aceitação contida de políticas retrógradas e falidas.

Um dia já foi lei também a escravidão... e aí, as pessoas deveriam concordar e pratica-la, até alguém vir e abolir?

Por último, aos que reclamam tanto da política: reclamar do Lula e votar no DEM, PSDB, Maluf, Kassab, etc... não vale.

Pra ter moral e reclamar de bandalheira, vote em um partido que não tenha histórico de avalizar a sem-vergonhice como PSTU, PV, PSOL.

Podem decepcionar um dia, como o PT decepcionou, mas AINDA não o fizeram.

E quanto ao serviço militar nos EUA, não é obrigatório desde 1973.

Funcionários disse...

Isso é bem classe média way mesmo, dar um jeitinho em tudo!

www.doescritorio.blogspot.com

Paulo Afonso disse...

Classe média é bem isso mesmo: a lei existe e é para todos, mas como eu não concordo com ela eu não cumpro! Hahahahaha. É a mesma coisa com imposto, vaga de deficiente no shopping, limite de velocidade. Depois tem a cara de pau de reclamar dos políticos.

L. Archilla disse...

"Um dia já foi lei também a escravidão... e aí, as pessoas deveriam concordar e pratica-la, até alguém vir e abolir?"

A lei da escravidão falava que todo mundo era obrigado a ter escravo?

A Lesma Lerda disse...

Tem uma coisa que me faz perder o sono e talvez alguem possa me ajudar: noivado é uma coisa que so existe aqui em MG ou ainda tem em outros estados tb? So pra lembrar no caso de ser um costume fossilizado aqui nessa estranha parte do mundo; num passado remoto os casais tinham uma fase de namoro extremamente formal e distante que evoluia para o tal noivado quando se permitia um pouco mais de intimidade, como pegar na mão e outras pequenas safadezas. Pelo que sei os namorados hoje em dia costumam dormir juntos desde o primeiro encontro...então pra que será que serve esse tal noivado? alguem poderia me sanar essa duvida atróz???? Mesmo com toda hipocrisia proverbial e peculiar da classe media isso extrapola tudo que se possa imaginar né?

Thiago disse...

@ L.Archilla ,

Não, a lei falava que se você era escravo você deveria permanecer um.

Avalizava que a 'classe média' da época escravizasse os africanos.

Se você era anti-escravocrata, ou pior ainda, UM ESCRAVO, você deveria obedecer a lei então?

E como você pelo jeito não entendeu o ponto ( ou quis polemizar com seu estilinho polêmica-comentadora-de-blog), ser omisso e não se opor a essa prática, na época era algo 'dentro da lei' porém não menos repreensível do ponto de vista ético.

Estupidez sancionada pelo Estado é estupidez da mesma forma.

E qual o seu ponto, anyway ? Que devemos obedecer as leis por mais estúpidas que sejam? Leis criadas por demagogos com interesses próprios e que eu com certeza não elegi? Leis retrógradas, leis baseadas em políticagem suja, leis de direitóides reacionários?

Mandar no próprio corpo é um direito absolutamente legítimo e soberano, queira você usar drogas, se prostituir, abortar, se suicidar.

Zé das Orêia disse...

A comparação entre serviço militar obrigatório e escravatura faz sentido sim, as duas são espécies de privação de liberdades individuais, logicamente com proporções bem peculiares e distintas.

Mas uma coisa que diferencia uma da outra é o contexto da época. A escravatura incomodava demais, por ser muito rígida, por ser uma privação absurda, e o movimento de insatisfação foi crescendo paulatinamente e recebendo adeptos até culminar em sua abolição. Na época, houve uma mobilização em prol do bem comum.

Hoje em dia a CM consegue se desvencilhar do Serviço Militar, portanto está POUCO SE FUDENDO pra isso, porque as outras pessoas não interessam. Para um médio-classista, basta tirar seu cu da reta, e o mundo pode se explodir que ele não quer nem saber. Nunca existirá uma mobilização nem uma conscientização de que essa privação de liberdade não é mais justificável. A Classe Média é omissa quando o assunto é o bem coletivo.

Thiago disse...

Zé Orêia,

Perfeitamente colocado.

Faltou acrescentar isso: que a falta de mobilização, do senso de coletivo e a alienação da CM leva ao 'vou dar um jeitinho e o filho da empregada que se foda'.

Existe um ABISMO ético entre a CM que se acha acima do bem e do mal, e o cidadão que se defende de abusos do Estado.

E como o Zé colocou, não basta se livrar e 'que se foda'.

Estimule o debate, lute por seus direitos, e principalmente, eleja políticos que se posicionam de forma decente, que lutam pelo que é certo ( dificil, eu sei) e não contribua para a eterna ciranda fisiológica que tem sido a política brasileira pós-1985.

José Bedeu disse...

Achei esse post bastante infeliz e desconexo da qualidade dos demais. Visto que não questionou a validade da obrigatoriedade do serviço militar, apresentando-o como algo louvável e que deveria ser orgulhosamente cumprido por todos os brasileiros ao estilo israelita.

Anônimo disse...

serviço militar, da forma que se apresenta, é ruim para todos, mas pior é defender essa droga com uma espécie de cobertura de chocolate, metendo o pau em quem ousa se rebelar... essa conversa requentada que é coisa de classe media se rebelar, é um provável saudosismo do crítico de seus tempos de serviço militar, achando que a dita clssse média é culpada por todas as mezelas desse pais, em tempo, nao precisa provar pra saber que é ruim, e se vc provou e achou ruim, nao queira isso para os outros...

Anonimo 2 disse...

tem gente que não entende as coisas. e tem gente que entende tudo ao contrário... aff..

Prof. Junio Hora disse...

Como o nosso país é sempre visto por possuir uma cordiaidade natural, não é de se estranhar tal ação de um "medioclassista" para defender o seu legado. Afinal de contas, se o "guri" (na grande maioria,filho único) servir ao exército, quem vai administrar o patrimônio da familia? É importante pensar que muitas vezes a proteção não é sobre o jovem, mas sobre o patrimônio. Assim, um pai "medioclassista" está mais preocupao com aquilo que construiu financeiramente do que aquilo que ele fez, após uma noite de desfarçe do seu contrato social com a mulher com a qual ele não é feliz...

Anônimo disse...

Também achei uma perda de foco.

Talvez por, como disse o Thiago, o exército não se justifica.

E como também já foi dito, a verdadeiríssima classe alta, não mais a média-pensa-que-é-alta, também dá o jeitinho de escapar do exército.

O único ponto classe-med'ista aí é o de sentir o gostinho de ter livrado o filho e sair contando no trabalho. Pra esse ponto, também acho que cabia um exemplo diferente do exército.
Neste, só se serve quem gosta muito, ou quem tem escolha, dado o caráter abusivo dessa lei para o sexo masculino. Perde, portanto, a exclusividade da classe média no assunto.

Milton disse...

Sobre as desculpas do paizão: vestibular (o filho dedicado vai todos os dias ao seu cursinho Anglo beber com os amigos e zuar nas aulas, depois passa no vestibular de um curso qualquer do Mackeinze, afinal papai vai continuar bancando os estudos do filhinho), problemas de saúde (ele teve bronquite na infância, não pode correr nem fazer muitos exercícios, mas fumar não tem problema), trabalho (ah sim, depois que entrar no curso de publicidade ele vai trabalhar em alguma agência dos tios, afinal ele é muito esforçado, outros tem mais talento e vão para a Globo ou para MTV), a mãe preocupada (como toda mãe de classe-média, ela tem medo).

Anônimo disse...

Cheguei por esse blog através da Carta Capital, revista pela qual pago mais de 300 reais por ano para poder ler. Ops, eu sou alfabetizado, assino revistas e tenho o hábito de ler, devo ser classe média também. Foi mal aí.

Mas achei esse blog engraçadinho, fala tudo o que eu queria dizer para aquele meu primo que fez pós graduação na GV, ganha bem mais do que eu e está indo para um resort na Bahia pela segunda vez nesse ano.

Roderick disse...

Não consigo enteder a maioria dos comentários. Será que não da para entender que a única coisa que interessa no "post" é o que esta escrito no título do mesmo?

Fabio disse...

Sugestão: "Sexta-feira à noite, sair com o carro, sozinho ou com a namorada, ir ao Cinemark, e depois a um barzinho na Vila Madalena para um papo cabeça com os amigos, largando o pai assistindo o Jornal Nacional e a mão vendo novela e no dia seguinte ter mais uma dica para colocar no blog feito para desancar a classe média, esquecendo a cançao em que Elis dizia ... Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais!!!"

Anônimo disse...

infelzimente dessa vez eu me vi no texto....hoje me arrependo de não ter prestado o serviço militar, sou antimilitarista, mas poderia ter sido uma boa experiencia....teria feito a marinha.

Rodrigo Cardia disse...

Eu queria me escapar do serviço militar porque ia fazer vestibular (para um curso que largaria dois anos depois, de saco cheio). A minha mãe queria que eu servisse, porque eu não gostava de arrumar a cama (e ainda não gosto, não vejo importância nisso) etc., etc. Tentei de tudo que era maneira cair fora, mas não deu: tinha umas provas de conhecimentos gerais e de matemática que eram barbada de tão fáceis, dava vergonha de errar aquilo de propósito.
No dia que eu fui ver se ia servir, o alívio: excesso de contingente... Mas resolvi dizer pra minha mãe, de brincadeira, que ia servir, só pra ver a reação dela.
Ela quase teve um troço... Antes das coisas piorarem eu disse que tava de gozação e que tinha escapado.
Muito bom esse post!

L. Archilla disse...

Thiago, o Zé já disse mais ou menos o que eu quis dizer; uma coisa é se rebelar contra a escravidão, seja vc branco ou negro. negros, por não terem absolutamente nenhum poder político, só tinham a opção de fugir. brancos podiam usar sua influência (por menor que fosse) para pressionar a coroa. não tem NADA a ver com o que acontece hoje com o serviço militar. eu, por ser mulher, não fui obrigada a me alistar. se fosse homem, a última coisa que faria seria fugir através da amizade com um político e dizer que tudo bem, porque eu não concordo com a lei. o nome disso é covardia.

obs: não entendi o "seu estilo polêmica-comentadora-de-blog", primeiro porque não sou apenas comentarista, sou blogueira e comento muito pouco, segundo porque quem começou a polemizar foi você - e não vejo nada de mal nisso.

L. Archilla disse...

*ops, mau.

Lobinho disse...

Falano em exércido, podia colocar no próximo post a saudade que a Classe Média tem da Ditabranda. Eu tinha um professor de história que dizia que foi um periodo maravilhoso em que não tinha bandido, era tudo uma maravilha...

Anônimo disse...

L. Archilla disse...:
"eu, por ser mulher, não fui obrigada a me alistar.a última coisa que faria seria fugir através da amizade com um político e dizer que tudo bem, porque eu não concordo com a lei."

O que você faria se fosse homem? Você faz alguma coisa sendo mulher?

Vc que é mulher acha que não tem nada com isso só porque não é obrigada a nada.
FALAR É FÁCIL QUANDO NÃO É O SEU QUE TÁ NA RETA MINHA FILHA...
Depois ainda vem falar de homem covarde.

L. Archilla disse...

Anônimo, o máximo que posso fazer é garantir que, se fosse homem, me alistaria, torceria para cair no excesso de contingente e ficaria de olho em políticos que propusessem o fim do alistamento obrigatório. poderia também participar de discussões sobre a obrigatoriedade do serviço militar, manifestações, etc. se vc não acredita e acha que eu só falo isso porque não sou obrigada, sinto muito, mas MUITO mesmo, vou entrar em depressão porque não pude convencer o Sr. Anônimo. (Aliás, adooooro anônimo que chama a gente de covarde! hahaah)

tenho uma dica de post: 038 - Usar influência política para não seguir a lei e fazer disso um ato de rebeldia.

Anônimo disse...

Tic tac tic tac.

Olha o relógio biológico...

Olha a crise dos 30...

Ivan Santana disse...

ê muleki, muito doido esse blog" hehehehehee não sei como cheguei ate aqui, mas ja estão na minha lista.
abraço

Anônimo disse...

Olá Pierre. Encontrei hoje esse blog de "protesto" contra a proibição de um certo tipo de bronzeamento artificial.

http://braziliziantannig.blogspot.com/

Até pensei em escrever algo mais, mas acho que realmente não é necessário. O classemedismo desse "protesto" é tão radical que dispensa comentários.

Thiago disse...

Archilla,

Esse seu modelo de jovem idealista 'sigo a lei e protesto para mudar' é raso e furado.

Você quis basear sua argumentação na discrepancia entre serviço militar obrigatório e escravidão.

Existe mesmo um abismo entre os dois exemplos. Eu escolhi um extremo no qual qualquer pessoa SENSATA pudesse identificar, de crueldade com o cidadão avalizada pelo Estado. Não porque há proximidade entre os dois exemplos.

Mas pense então nos países muçulmanos onde as mulheres não podem frequentar universidades, ou são obrigadas a casar com quem seus pais escolheram, POR LEI. Você é favor também de que cumpram a lei e 'lutem para mudar' ? E enquanto isso, gerações de mulheres sofrem, são apedrejadas, infelizes, doadas como presente ou pagamento de dívidas. E aí, qual o critério? Quão extremamente ESTUPIDA precisa ser a lei para ser justo desobedece-la?

O Estado não tem direito de se meter na vida do cidadão, PONTO FINAL. Não pode te obrigar a não se drogar, não pode te obrigar a servir o exército, Não pode te impedir de se suicidar, não pode te impedir de dar a bunda ( como foi o caso de alguns estados americanos).

E aí, se você fosse um homem homossexual, voce se privaria de praticar sexo anal por ser ilegal no Alabama?

As leis são concessões que fazemos para que seja possível o convivio em sociedade. E devem se ater ao minimo possivel, e não atrapalhar a vida dos cidadãos para atender aos interesses de alguns que legislam. Isso sim é covardia.

O cidadão tem todo direito de se defender como pode, de leis que são cretinas como a do serviço militar. Influencia, inventar doença, dormir com o coronel.

Rômulo disse...

muito bom aeuhaeuaheuahe

L. Archilla disse...

Thiago, seus exemplos de desobediência civil revolucionária são muito bonitos, mas elas só valem como "protesto" se o cidadão está apto a ser punido, como fizeram os negros na escravidão, os guerrilheiros da ditadura, ou mesmo o jovem que é contra o alistamento militar e simplesmente não se alista. Usar influência política para burlar a lei contribui para que as coisas continuem como estão: a classe média e alta fazendo o que quer (porque tem dinheiro e influência) e a pobraiada se fodendo. E se vingando através da violência. Por isso acho covardia. E larga de ser chato, eu não ter concordado não significa que não tenha entendido.

INDECÊNCIA MILITAR disse...

Esse texto me fez lembrar uma música do Gabriel Pensador:
.
INDECÊNCIA MILITAR.
Composição: Gabriel O Pensador
.
Na porta do local do alistamento militar (indecência) esperando pela hora de entrar
De saco cheio estava eu lá (paciência)
Sem nenhuma mulher pra agarrar e nenhum som pra escutar
E um monte de marmanjo do meu lado eu vi
Então pensei: "Porra. O quê que eu tô fazendo aqui?"
(Pergunta sem resposta) e raiva lá dentro
Foi assim que eu fiz o rap pra passar o tempo
.
Porque o serviço militar obrigatório é uma indecência
Um ano sem mulher batendo continência
Escravidão numa democracia é uma incoerência
Um ano sem mulher batendo continência
.
Um ano sem mulher
Só ralando (E o salário...)
Não leve a mal mas isso é coisa pra otário
Alguns podem até gostar da brincadeira
Mas o serviço só é bom pra quem quer seguir carreira militar
Mas rapá... pro Pensador não dá
Servindo o Exército, Marinha, Aeronáutica ou qualquer porra dessa
Num interessa
Eu ia ser um infeliz e ia ficar revoltado como eu nunca quis
Servindo quem montou a ditadura aqui no meu país!
Usando farda
Lavando o chão
Sem reclamar de nada pra num ser jogado na prisão
(Hum mas que situação)
Batendo continência e fazendo flexão
Para os caras que prenderam meu pai e mataram tantos outros institucionalizando a repressão (Não!)
Agora acorda e concorda com esse refrão
(E porque não?)
.
Porque o serviço militar obrigatório é uma indecência
Um ano sem mulher batendo continência
Escravidão numa democracia é uma incoerência
Um ano sem mulher batendo continência
.
Nas mãos dos militares muito jovem já morreu
Num quero ser soldado
Quem manda em mim sou eu
Isso é o defeito da nossa sociedade
Exijo mais respeito pela minha liberdade
Um ano da minha vida não pode ser gasto assim
Escravizado por quem nunca fez nada de bom por mim
Essa contradição alguém me explique um dia
Serviço obrigatório não combina com democracia
A porta abre e todos entram
Torcendo pra sobrar
Enquanto isso dá vontade de cantar:
.
Porque o serviço militar obrigatório é uma indecência
Um ano sem mulher batendo continência
Escravidão numa democracia é uma incoerência
Um ano sem mulher batendo continência
.
http://www.youtube.com/watch?v=QI6MLbwOW2I&feature=PlayList&p=D216A9D1BCF35E8B&index=0&playnext=1

INDECÊNCIA MILITAR disse...

Esse texto me fez lembrar uma música do Gabriel Pensador:
.
INDECÊNCIA MILITAR.
Composição: Gabriel O Pensador
.
Na porta do local do alistamento militar (indecência) esperando pela hora de entrar
De saco cheio estava eu lá (paciência)
Sem nenhuma mulher pra agarrar e nenhum som pra escutar
E um monte de marmanjo do meu lado eu vi
Então pensei: "Porra. O quê que eu tô fazendo aqui?"
(Pergunta sem resposta) e raiva lá dentro
Foi assim que eu fiz o rap pra passar o tempo
.
Porque o serviço militar obrigatório é uma indecência
Um ano sem mulher batendo continência
Escravidão numa democracia é uma incoerência
Um ano sem mulher batendo continência
.
Um ano sem mulher
Só ralando (E o salário...)
Não leve a mal mas isso é coisa pra otário
Alguns podem até gostar da brincadeira
Mas o serviço só é bom pra quem quer seguir carreira militar
Mas rapá... pro Pensador não dá
Servindo o Exército, Marinha, Aeronáutica ou qualquer porra dessa
Num interessa
Eu ia ser um infeliz e ia ficar revoltado como eu nunca quis
Servindo quem montou a ditadura aqui no meu país!
Usando farda
Lavando o chão
Sem reclamar de nada pra num ser jogado na prisão
(Hum mas que situação)
Batendo continência e fazendo flexão
Para os caras que prenderam meu pai e mataram tantos outros institucionalizando a repressão (Não!)
Agora acorda e concorda com esse refrão
(E porque não?)
.
Porque o serviço militar obrigatório é uma indecência
Um ano sem mulher batendo continência
Escravidão numa democracia é uma incoerência
Um ano sem mulher batendo continência
.
Nas mãos dos militares muito jovem já morreu
Num quero ser soldado
Quem manda em mim sou eu
Isso é o defeito da nossa sociedade
Exijo mais respeito pela minha liberdade
Um ano da minha vida não pode ser gasto assim
Escravizado por quem nunca fez nada de bom por mim
Essa contradição alguém me explique um dia
Serviço obrigatório não combina com democracia
A porta abre e todos entram
Torcendo pra sobrar
Enquanto isso dá vontade de cantar:
.
Porque o serviço militar obrigatório é uma indecência
Um ano sem mulher batendo continência
Escravidão numa democracia é uma incoerência
Um ano sem mulher batendo continência
.
http://www.youtube.com/watch?v=QI6MLbwOW2I&feature=PlayList&p=D216A9D1BCF35E8B&index=0&playnext=1

Anônimo disse...

Acho que o pessoal ainda não entendeu que o que está em discussão aqui não é se o serviço militar é uma coisa justa ou não, mas sim a atitude da classe média diante dele.

De minha parte, acho que se é justo a classe média usar de seus jeitinhos pra se livrar de obrigações que consideram injustas, também é justo os pobres usarem de seus jeitinhos (roubar, traficar) pra sobreviver se necessário. Afinal, alguém pode achar injusto ter que passar fome porque está desempregado...

Anônimo disse...

ô pedro blablabla de alcantara, vc tá mto enganado... classe media odeia feira! lugar fedorento, sem higiene, cheio de pobre suado berrando!

classe media compra no hortifruti, no ar condicionado e musica ambiente, com direito a "provinhas" (ou experimentações, como queiram chamar)... fora as propagandas impagaveis com a revista Cascas ou com grandes títulos do cinema (2 coisas q o medio classista adora)

beijos (e se informa!)

ao pierre - mto bom ahahahah

mas serviço militar não devia ser obrigatório pra ngm... coisa mais absurda! que se aliste quem admira a carreira! (ou qm não tenha outros planos de vida, sei lá... mto miserável só consegue sustentar a família com o apoio das forças armadas)

vcs q falam como se eles fossem bonzinhos: milicos só tripudiam dos pobres coitados q se alistam e, depois de 9 anos, qd o infeliz está prestes a conquistar a estabilidade - e começar a gozar os benefícios da carreira - ele é dispensado por falta de interesse público em seus serviços.... show, né?

Anônimo disse...

trebô disse: "Raramente se vê militares transgredindo, cometendo crimes. Muito raramente."

eu digo: venha conhecer a PM carioca, mermão!

Anônimo disse...

o thiaigo ali disse tudo... só não concordo com a descriminalização das drogas

não acho q o governo deva ensinar às pessoas oq faz mal ou não, mas não quero estar andando pela rua e ser atacada/espancada/estuprada/morta por um cocainomano (ou usuario de crack, heroina, alguma droga sintetica q eu desconheço o nome, etc)- independentemente de classe social

Anônimo disse...

ah e pro anônimo antes de mim: como se só roubasse quem passa fome, né? cai na real

raríssimos são os casos de gente que rouba pra comer... mas é tãããão raro, que quando aconteceu, o estado pede desculpas, solta o coitado e vai tudo parar na sonia abraao

bandidinho rouba por drogas... bandidão que trafica é tudo rico

Magui disse...

hehehe.Excelente. Só uma observação, não precisa ser alta patente, vale sargento mesmo.Meu filho se livrou pelo pedido do marido de uma colega de trabalho, um sargento!

Elena disse...

sugestão pra vocês aqui do classemediawayoflife:

http://olhometro.com/2009/11/24/o-protesto-mais-tosco-da-historia/

achei a cara do blog falar sobre isso!

Anônimo disse...

O maior problema deste blog e que quem escreve nao sabe a diferenca entre Elite e Classe Media!

Nefelibata disse...

Deixando de lado a questão da aprovação ou não do serviço militar obrigatório - que não é assunto do texto, convido todos a verem este divertidíssimo vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=u1Et2iAptiY

Magrone disse...

Vocês já ouviram falar daquele cara tipo moralista da UDN, que detesta a saia curta da Geisy, lá da UNIBAN; que considera absolutamente inaceitável as histórias de corrupção do Sarney no Senado; que vota continentemente no Geraldo Alckmin, por causa do seu estilo Madre Superiora, mas que, diante de uma multa em uma rodovia federal, acaba subornando o guarda rodoviário na frente da família? Duvido que vocês não conheçam este tipo! Pois é. Este é o mesmo tipo que defende o serviço militar obrigatório para os outros e, na surdina, usa de expedientes nebulosos para tirar o mauricinho dele dessa fria. Vai dizer que este tipo pode ser encontrado em todas as classes sociais brasileiras? Acho difícil!
De resto, o debate sobre a obrigatoriedade do serviço militar é tema para outro blog.
Saudações democráticas,
Eduardo Magrone

Anônimo disse...

Caramba, vocês conhecem a fundo a classe média, não? Porque certamente são dessa classe...não creio que sejam ricos, nem pobres, portanto... Então, o humor que se pratica aqui é muito saudável: rir de si próprio!

Quem escreve e quem lê! Parabéns...gente saudável!

Anônimo disse...

"O Estado não tem direito de se meter na vida do cidadão, PONTO FINAL.". Isso se chama ANARQUISMO. Mas como não vivemos numa anarquia, é melhor rever os seus conceitos...

Renato disse...

O mais complicado do seu blog é se aproveitar da baixa auto-estima crônica do pessoal por aqui, da mesma maneira de sempre... ou seja, mesmo assumindo uma postura "crítica", o que embasa o seu discurso é a mesma ideologia que está por trás de tudo o que você diz criticar. Tipo aquele filme "Beleza Americana", lembra-se dele? O mesmo tipo de artifício: fingir desconstruir para no final reforçar a mesma velha maneira de ver e perceber as coisas. Prova disso? Pegou entre a classe média... qualquer crítica real incomodaria a ponto de não ser sucesso - crítica real é chata pacas e afugenta as pessoas, porque dói. (Aliás, golpe de gênio aquele papo de "fomos bloqueados pelo Google"... parabéns.)

Anônimo disse...

Falando em pessoas que falam tão bem sobre alguma coisa pq devem conhecê-la, foi realmente adequado citar o Gabriel Pensador, precursor do "rap-bonzinho-que-pode-passar-no-faustão" no Brasil e que só fala de cachimbo da paz, loiras burras, playboys...

Magrone disse...

Detesto os intelectuais blasé. Afinal, o que seria esta tal "crítica real"? Com ares de entendido entediado, fala-se palavras altisonantes de sentido banal, quando não vazio. Muitos já foram afugentados do blog pelo próprio título. Por acaso alguém pretende aqui fazer uma crítica sociológica da classe média brasileira? Ou será que a tal "crítica real" é aquela dos esquerdistas de condomínio fechado?

Magrone disse...

Por acaso, alguém ainda tem dúvidas sobre o fato de que aqueles que escrevem neste blog pertencem à classe média? Qual é o problema? Ter uma perspectiva crítica ou irônica sobre os hábitos ridículos de seu próprio grupo social faz muito bem para a nossa saúde intelectual.

Fernando disse...

Teve gente que não entendeu o post, mas faz parte. Interpretação de textos não anda mesmo em alta.
Na mesma linha, fica a dica para um futuro post: o uso de despachantes e "empresas especializadas" para todo tipo de jeitinho com o Detran local.
Abraços,

Renato disse...

Primeiro, agradeço pelo "intelectual blasé" :)
Segundo, isso aqui não é blog de humor, é veículo de ideologia... não que humor não seja ideológico, pelo contrário. Só que a daqui é especialmente perversa. Não que os textos não sejam engraçados, são ótimos - e os comentários são até mais. Até por isso, desde já este blog faz parte dos meus favoritos - com certeza não vou ser "afugentado".
Pra terminar, parece que a minha crítica ao blog - em geral, não a este post em particular... só escolhi comentar aqui porque este é o post mais recente - desagradou aos dois caras que comentaram depois de mim. Pois é, crítica incomoda... um dos n jeitos de lidar com isso é depreciar, dizendo que quem comentou "não entendeu" e tem problemas de interpretação de texto, ou que o que se escreveu é banal e vazio ;)

Renato disse...

(Esqueci de dizer que o que este blog me passa é uma coisa totalmente New Right... a mesma velha, chata e estúpida ideologia de direita embalada em discurso pseudo-esquerdista e servida em doses homeopáticas e engraçadinhas, pro povo engolir mais facilmente. Isso é o que me fez querer criticar. Sejam New Right se quiserem, mas assumam. Hipocrisia cansa...)

Magrone disse...

Por falar em hipocrisia, New Right or New Left são termos característicos de clubes literários que adoram material reciclado no lixo das sinapses do século XX. As opiniões são livres e os adjetivos também. Que tal abandonarmos toda forma de maniqueísmo radical, pretensamente reorganizador da vida e verdadeiramente pacificador das consciências. Aí está a verdadeira hipocrisia. Voltemos à boa ironia que parece ser a marca deste blog.

Renato disse...

OK, defensores do serviço militar obrigatório como "...fase de grande aprendizado e conquista de boas amizades" (This... Is... SPARTA!!!!). Voltemos à boa ironia, então.

Abraços, e boa noite, que já está na minha hora.

Rafael disse...

Pra vomitar tanta asneira assim, o autor do post só pode ter dado o orifício anal pro sargento e pro quartel inteiro. Coisa rotineira desses maconheiros esquerdistas, claro que eles dilatam o ânus antes usando a Carta Capital em forma de "rolo".
Vagabundos hipócritas.

Magrone disse...

"Pra vomitar tanta asneira assim, o autor do post só pode ter dado o orifício anal pro sargento e pro quartel inteiro".
Ei, caramba!!! Agora o nível despencou ladeira abaixo... Acho que temos aqui um fiel leitor do Reinaldo Azevedo, indignado com as nossas opiniões. Deixa pra lá!
Voltemos ao tema. Durante o período pretoriano (1964-1985), os médio-classistas até achavam chique que o seu varão educado viesse a ser um "oficial da reserva", mas ir para a tropa, nem pensar. Afinal, o que a vizinha do 1501 iria dizer do nosso primogênito?
Era uma época estranha que ainda conta com referências nostálgicas de representantes do beautiful people nacional. Lembro que alguns setores médio-classistas, mais ligados à estadocracia da época, tinham que frequentar cursos na Escola Superior de Guerra etc. Existem aqueles que ainda guardam saudades...

Thiago disse...

Acho que o Renato acertou em cheio com a analogia do Beleza Americana, onde vemos uma porção de comentários do tipo 'pode crêr, faço isso mesmo hehehe' de pessoas que são classe média de carteirinha, apenas não são reacionários inflamados discipulos de Reinaldo Azevedo.

Mas o autor do blog, até pelo teor dos posts, eu acho que não é nem um pouco CM, inclusive pende para a esquerda-vila-madalena-tree-hugger-militante-idealista.

Talvez você tenha tido a mesma surpresa que eu ao ver quem era o público comentando:

Há muito tempo penso em escrever um blog desse tipo e imaginava que não teria público algum, ou seriam no máximo meia duzia. E esses meia duzia seriam anti-CM ferrenhos como eu.

Mas como alguém cético, de Esquerda - não na acepção Latino-Americana do termo ( socialista, anti-capitalismo -- sou pró-regulamentação da festa do livre mercado, e acho o capitalismo apenas o 'menos pior' dos modelos existentes, mas passei da idade de acreditar no comunismo--)... mas Esquerda como nos EUA, onde a Esquerda é oposto da Direita preconceituosa, moralista, reaça, religiosa, egoísta...

fico chocado que as pessoas não tenham vergonha de se assumirem classe média ao se verem refletidos nos posts, já que a grande maioria envolve deslizes éticos sérios... onde os caso mais leves são egocentrismo sem tamanho e alienação cultural, e os mais graves preconceitos absurdos e comportamentos extremamente nocivos para o coletivo.

O pessoal que aqui no Brasil vota no PSDB e se considera de 'centro', são todos de Direita a Extrema Direita no espectro de valores, moral e ética.


Concluindo, acho que o Pierre escreveu o blog pensando algo na mesma linha que eu pensava, mas na falta de mais verdadeiros críticos da classe média ( não sei se não existem, não lêem blogs, não tem senso de humor) ele acabou atraindo um monte de gente que faz parte da classe média... light!

São os leitores de horóscopo/compradores de best seller/eleitores de PSDB e DEM/Tem medo como a Regina Duarte/compra carro da GM/telespectadores de Fantastico/fãs de Ivete Sangalo mas que não tem a coragem e/ou a inclinação para ser da corrente do pobre é tudo vagabundo/bandido bom é bandido morto/toca fogo em prostituta na rua/maconheiro tem que morrer.

asnalfa disse...

Lula estuprador de menininhos?
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/dias-sordidos/

asnalfa disse...

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Ess comentario de cima ai nao foi meu. Eu tenho conta no gmail!!

Reagan disse...

http://socialismoclassemedia.tumblr.com/

~*Luana Medeiros Weyl: disse...

A verdade é que serviço militar é coisa "pra pobre" afinal, eles não consomem, têm que morrer tendo alguma utilidade. Essa é a crítica que eu saquei. Pode observar, quem vai pra serviço militar no Brasil é tudo por estabilidade financeira, logicamente, todos estudaram em escolas publicas e são pobres (se nao iam tentar concurso publico).

Fernanda Gomes disse...

Gente! Prestem atenção! A questão é que por mais esdrúxulo que seja o serviço militar é OBRIGATÓRIO. Portanto, ninguém deveria usar artifícios para se livrar dele!!! Sacaram?!

Marcello disse...

Genial. No entanto, eu não quero servir... UIHIAOSDHASOIUD.

A Lesma Lerda disse...

Ahhh Fernandinha Gomes...
Pra vc se for "obrigatorio" a gente estripar, esquartejar e cozinhar os filhos em oleo fervente..nao devemos pensar duas vezes e obedecer né???
Esqueceram a chave do seu quarto no hospicio na porta e vc se apossou do computador da recepção com acesso a internet??? Calma que os enfermeiros ja vem com os remedios e a camisa de força..fica quietinha que tudo vai dar certo...

Maryjane Satrapi disse...

Nao se preocupem, a fernandinha deve ser estudante de direito da Unitaleban, vai ser otima juiza...se voltar para a Africa do Sul do Apartheid, ou para qualquer lugar de passado escravagista, por exemplo, lugares onde toda forma de abuso e crueldade ja foi perfeitamente legal. E todos consideravam que era assim mesmo pq era "legal"... Nao sei pq nos deram cerebros pra pensar se devemos deixar isso a cargo dos mentecaptos, ladrões, homicidas e pervertidos que integram o congresso nacional e fazem as leis pra nós.

Eduardo Cseny disse...

Olá Pierre!
Belo site!
Voltarei sempre ao Classe Média.
vc tem assuntos interessantes por aqui.
Tendo um tempinho, dê um pulinho lá no meu espaço, onde trato de assuntos desse nosso mundinho abrasileirado.
Serás sempre muito bem vindo!
Um forte abraço!

Tomás Turbando disse...

Esse blog está cada dia pior. Só dá baixaria aqui nesses comentários.

Job disse...

Gostei do post. Eu, por ser filho de pais com situação financeira inferior e não terem influência junto aos figurões, fui obrigado a prestar o serviço militar. De nada adiantou eu ponderar que precisava terminar meus estudos (estava me formando Técnico Agrícola numa escola com ensino integral). Chegaram a dizer (com sorriso sádico) que era exatamente pessoas com melhor formação que estavam precisando no Exército. Enquanto isso, vagabundos de todos os matizes escapavam graças a influência dos papais. Nunca me senti tão injustiçado.

William disse...

Até hoje não voltei pra pegar minha "dispensa"... Tenho que ir lá qualquer hora, sou um lixo!

Acho que não custa nada deixar o filhote "sofrer" um aninho, hoje tá todo mundo preguiços...

brianhiggin disse...

Por favor,
Fala do uso do Nextel pela classe média. As pessoas acham que é pra ficar de fofoca e, pior, querem que todos num raio de 20 metros saibam das suas vidas particulares!

Jeronimo disse...

Thiago,

Toma cuidado com o discurso que você faz. Isso de dizer que o Estado deve regular o mínimo serve tanto para o alarde que você faz, quanto também para a festa do neo-liberalismo.

Afinal, um Estado que não controla se você pode se drogar, pode se suicidar, também não pode regular a política de preços do empresário e também sua política de salário.

Não defendo nenhuma das duas posições. E aqui também fica a pergunta, você acredita que o Brasil não deva ter exército? Como nos defender então?

Achar que ser pacifista é não ter exército, é uma grande bobagem. A Suíça é pacifista, ou melhor, não participa de conflitos desde as guerras napoleônicas, e mesmo assim mantém um exército, feito por TODOS os cidadãos, que inclusive mantém em casa armamento cedido pelo exército.

Anônimo disse...

por falar em Ayrton Senna, o unico heroi nacional era um motorista, e nem dos melhores pq morreu de acidente de transito..enfim isso deve dizer algo sobre os valores da nacionalidade não acham?

Anônimo disse...

olha q eu sempre concordo... e sim, absurdo dar um jeitinho p livrar o filho... mas valeria a pena vc falar q nao existem mtas vagas no serviço militar e mtos q gostariam de fazer parte e n podem entrar! e outros sao obrigados! fugir do serviço militar é o menor dos problemas da classe média. aliás, é o serviço militar obrigatório q é o problema.

Anônimo disse...

Fala serio!
Voces acham que os milicos vao querer um bando de trombadinha maloqueiros da favela pegando armas do exercito e aprendendo a atirar e aprendendo taticas de guerra!
Era so o que precisavamos, a favela apredendo a ser soldado, seria realmente o fim...
O exercito SO QUER SABER de gente da classe media, e mesmo tirando todos os que saem com favores politicos ou jeitinho, so entra classe media e olhe la, pois a elite tambem contribue em grande parte no exercito.
Esta pratica existe de fato no exercito, nao e pura especulacao.

Jeronimo disse...

Para o último anônimo. Desculpe cara, mas você não sabe como anda as forças armadas hoje. É mais comum aparecer gente de baixa renda, os que você chama de favelados, dispostos a serem integrados no serviço militar.

O excesso de contingente ocorre principalmente porque as forças armadas tornaram-se uma forma de boa parte da camada popular ter uma primeira experiência profissional, onde lá podem vir a ter cursos que aulixiarão eles a ter algum trabalho, nem que seja de caixa.

Anônimo disse...

Luana, vc tá doidona? Vc sacou só isso do texto? Fala sério...leia mais um pouquinho, desenvolva seu senso crítico, pelo amor de Deus!!!Se eu posso tolerar seu preconceito, acho que vc pode tolerar minha crítica.

Tânia Marques disse...

A quem serve o exército e não quem serve?!

South jp disse...

Normal, regras da Guerra...
Os jovens morrem...

Grande coisa postar anônimo. (Quem é Eduardo Marques, p. ex.?) disse...

Por uma questão de princípio, é ridículo que o serviço militar seja obrigatório. Mais ainda quando falta vaga para todos os interessados, já que é uma ótima carreira para gente sem melhores perspectivas. Não só devia deixar de ser obrigatório como muitos que entram lá deviam agradecer por todos os que se livram com uma mãozinha. (Mas, na prática, eles não costumam pegar quem não quer, justmaente porque falta vaga.) Enfim, post completamente idiota. Me lembra aquela estultuice demagoga a la Michael Moore de dizer que são os pobres que põem os deles na reta. Eles QUEREM ir para a guerra, da mesma forma que muitos QUEREM servir aqui.

Eduardo Magrone disse...

O serviço militar no Brasil é obrigatório, porque, em tese, todos os cidadãos (do sexo masculino) deveriam envolver-se com a segurança do País. Trata-se de um conceito ultrapassado, pois os exércitos modernos são profissionais, e, daqui a mais ou menos tempo, também as nossas forças armadas deverão adotar este conceito, que troca a obrigatoriedade pelo voluntariado. A este respeito, quem QUER ir para guerra ou é um militar profissional mais do que bem condicionado ou é louco de pedra. As guerras de ocupação do nosso grande irmão do norte são sustentadas com o sangue dos pobres e imigrantes que se profissionalizam como soldados para tentar conseguir uns dólares a mais ou a tão sonhada cidadania ianque. Não é necessário assistir aos filmes do Michael Moore para saber sobre isto; basta ler os jornais de vez em quando. O adjetivo "imbecil" para designar interlocutores quase sempre aparece como o selo da arrogância.

Anônimo disse...

Sim, muitos imigrantes e pobres acham que vale a pena fazer carreira bem remunerada em um exército profissional e bem armado que está lutando uma guerra justa. Se achassem que não valia o risco ou que a guerra é injusta, simplesmente não se alistavam. É simples assim.

No mais, há muita gente que poderia ter um emprego decente e tranquilo nos EUA, na Inglaterra e em outros lugares, mas que prefere chutar a bunda dos Talebans. Não menospreze assim tão sumariamente a capacidade dessas pessoas de pensarem por si mesmas. A maioria é mais inteligente que o Michael Moore.

Luis N@mer disse...

Meu pai me levou pra uma cidadezinha do interior onde não havia Tiro de Guerra... Na hora do alistamento, disse ao pessoal da junta militar que eu "morava na roça"...

A moça olhou pra mim (vestido de tenis nike,oculos rai-ban e bermuda da Oskley) e disse:

"- Esse menino ai nao mora na roça nem aqui nem na china!"

huahauhau... mas acabou aceitando o argumento e assim eu tirei certificado de reservista sem fazer o tão temido serviço militar...

Anônimo disse...

Posso dizer por experiência própria, pobres servindo são um problema pras forças armadas.

Dependem de transporte público, precisam receber vale-transporte, vivem se atrasando por isso, caso a força precise deles imediatamente num domingo de noite, por exemplo, vai ter que buscar em casa, porque a maioria deles não têm veículo próprio.

Como pra eles qualquer coisa que vier é lucro, muitos fazem esquemas pra filar um café da manhã ou um jantar mesmo quando não estão de serviço e não deveriam receber tais refeições, isso numa época em que as forças armadas estão com pouca verba, a ponto de durante certos meses fazerem meio expediente pra economizar os gastos com o almoço dos militares!

Aliás, essa falta de verbas gera outro problema com os recrutas pobres: muitas vezes faltam acessórios de uniforme e outras coisas necessárias à rotina militar, como material de faxina. Geralmente os comandantes pedem que os militares comprem do próprio bolso as coisas que faltam, ou fazem "vaquinha" entre a tropa (afinal, o material de limpeza é pra manter o asseio dos alojamentos deles próprios!), e os pobres quase sempre respondem com um "não tenho dinheiro".

Têm menos estudo que os de classe média, sendo então de pouca valia para cargos onde se exige mais conhecimentos.

Diferente da classe média, entre eles estar servindo é sinal de status, e muitos ficam desfilando fardados na vizinhança onde moram só pra mostrar isso, e acabam criando problemas para si e para a força que servem quando são hostilizados ou atacados por vizinhos "malandros" ou criminosos que odeiam quem usa farda.

E sim, muitos têm laços com criminosos ou são eles próprios infratores, e nada impede que voltem a ser quando saírem, mas aí com conhecimentos de manuseio de armas e estratégias de ataque e defesa...

Tenho nojo de anônimo que gosta de fazer polêmica... disse...

Ai ai...mais uma pérola de um anômimo preconceituoso que depois, para se defender das críticas, vai dizer que não é preconceituoso e sim irônico. Não esconda seu preconceito com eufemismos desnecessarios...

Anônimo disse...

mas só pode ser ironia mesmo pq dizer q forças armadas têm pouca verba é de fazer o cu cair da bunda ahahahahah

bando de parasitas da sociedade

zizablog disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Huahauahua Muito boa daria um documentário esse blog.

"O Papai Classe Média sabe muito bem que aquelas mãos de pele fina, acostumadas apenas ao videogame, não são adequadas ao manuseio de fuzis, e aquele físico nada avantajado de “filho de apartamento” não é adequado para as flexões e para os terríveis cangurus diários. Imagine então ter que acordar o menino todos os dias de madrugada!"

Shaun disse...

Foda-se o ufanismo; esse pessoal deste blog quer mesmo dá uma de Carta Maior. Credo!

~*Luana Medeiros Weyl: disse...

Eu deveria me sentir ridícula de vir aqui me defener de um anônimo, mas vamos lá!

"Luana, vc tá doidona? Vc sacou só isso do texto? Fala sério...leia mais um pouquinho, desenvolva seu senso crítico, pelo amor de Deus!!!"

"SÓ" isso não é bem a palavra adequada, pois caso não tenha percebido eu falei algo q nem sequer consta no texto explicitamente, mas que lendo-o e juntando com outras leituras e experiências de pessoas conhecidas, eu cheguei a este laudo: o exército se mantém graças a dificuldade de se conseguir emprego por quem não tem boa formação escolar, ou seja, maioria da classe média baixa/pobres.

"Se eu posso tolerar seu preconceito, acho que vc pode tolerar minha crítica."
eu posso tolerar sua pseudocrítica q mais é um *socorromesentiofendidoentão vou ofender* e sua covardia muito bem obrigada! =P

Lívia Alcântara disse...

Não sei o que é mais engraçado. O post, bem escrito e com uma crítica super pertinente, ou a classe média se sentindo ofendida e comentando o post! ahhauahau.

Estou lendo os textos p dois amigos aq. Dizem q n estou falando da classe média e sim deles. Oras! hauhauhau...Classe média q é classe média n se admite classe média né?! hauhahau

Gustavo disse...

boa, mas meio forçado, como algumas coisas que ja li aqui, gosto do blog, mas força as vezes, o grande problema é generalizar, eu nao gostaria que meu filho fosse pro serviço militar obrigatorio, nao para nao pegar em fuzis, ou lavar chao, etc etc, e sim, para nao trabalhar de graça, forçado, humilhado para aqueles que implantaram a ditadura no país, tem que tomar cuidado, um abraço!


indecencia militar - gabriel, o pensador

Anônimo disse...

""O Estado não tem direito de se meter na vida do cidadão, PONTO FINAL.". Isso se chama ANARQUISMO. Mas como não vivemos numa anarquia, é melhor rever os seus conceitos..."

Quer dizer que devemos abandonar nossas convicções apenas porque elas não fazem parte do status quo?
(À propósito, a busca pelo aumento de liberdades individuais não é uma exclusividade do Anarquismo.)