quinta-feira, 17 de setembro de 2009

dica 029 - Afirmar que não existe racismo no Brasil

Para se tornar um genuíno membro da Classe Média brasileira, você não pode ser racista. Simplesmente porque, na ótica da Classe, o racismo não existe no Brasil. Não existe privilégio para nenhuma raça, tudo se pode conseguir através do esforço e do trabalho, seja a pessoa médio-classista ou negra. Convença-se disso.

Racismo hoje, talvez só nos Estados Unidos. Ali sim já se praticou racismo "do bom", racismo "de raiz", onde qualquer um pode encher um neguinho de porrada ou atear fogo na casa dele quando quiser... Mas hoje, nem lá as coisas são como eram... o presidente deles é negro, então os negros não têm do que reclamar.

Tome cuidado! Essa história de cotas, de segregação racial, de discriminação e tratamento diferenciado não pode afetar sua culta percepção do mundo, a percepção de quem recebeu uma bela educação paga nos melhores colégios católicos. Você dever entender isso como mera coisa de livros de História, coisa que ninguém lembra mais, da época em que trouxeram os negros escravizados da África, situação que logo mudou quando a Princesa Isabel assinou a tal parada, e desde então brancos e negros têm acesso ao que quiserem em igual condição.

Para demonstrar a seus estimados colegas da Classe o quanto você faz por merecer a aceitação no grupo, discuta, sempre que surgir o tema, sobre como os negros simplesmente não querem estar na mesma posição dos brancos (lembre-se de representar uma "indignação analítica contida" quando disser isto). Você causará suspiros de admiração, será ouvido e respeitado por seus pares. Argumente que, se você conseguiu chegar onde chegou, qualquer negro também conseguiria, pois este é um país onde o mérito funciona e é a base de tudo. Diga que você acha estranho, mas talvez, por uma questão de gosto pessoal, eles prefiram jogar capoeira a ir para a Universidade (novamente contenha a indignação de palestrante culto). E dê o veredito: se os negros estão reclamando, botando a culpa nos brancos, querendo cotas, se organizando em grupos culturais, movimentos de ações afirmativas e bandas de música black, eles é que são racistas! (neste ponto, você fica autorizado pela audiência a ignorar a autocontradição).

Por fim, para dar o golpe de misericórdia e carimbar de vez se passaporte ao mundo da Classe Média, fale sobre sua relação com os negros. Decore: você não deve ter nada contra nem a favor deles. Você os trata como qualquer pessoa, e às vezes, com humilde magnificência, até dá bom dia ao jardineiro do prédio e à diarista. Você não namoraria uma pessoa negra, mas até daria uns pegas (se ela não contasse pra ninguém). Você acha que o Governo tinha que criar Escolas Técnicas para "capacitar" pessoas para o trabalho manual, o que é uma ótima alternativa para os negros arrumarem empregos. Defenda o ponto de vista que explica que as Universidades, as vagas de Juiz de Direito e a alta sociedade têm pouquíssimos negros apenas por coincidência, ou até mesmo uma questão estatística: eles existem mesmo em menor número, tanto que você quase não os vê nas festas que frequenta. E, no final, você deve rir dizendo que ainda tem gente que acredita nessa baboseira de "casa grande" e "senzala".

86 comentários:

Samantha disse...

Hahahaha brilhante!
Estudei em uma FAMOSA (rs) universidade de Sao Paulo e cansei de ouvir essas coisas. Certamente ja ouvi pelo menos uma pequena fracao desse texto por dia.

Incrivel como as pessoas reproduzem pensamentos e nao os questionam.

Anônimo disse...

Putz, é verdade. Eu sou de uma região onde a cultura germânica é muito presente e é complicado discutir esse tipo de assunto com opas e omas.

Anônimo disse...

Putz, é verdade. Eu sou de uma região onde a cultura germânica é muito presente e é complicado discutir esse tipo de assunto com opas e omas.

Lucas S. Silva disse...

Existe também dentro deste discurso generalizado o argumento de que no Brasil o preconceito não é contra o negro, mas sim contra o pobre, o que não é verdade. Normalmente o negro está inserido na classe mais baixa, porém o racismo existe em qualquer classe social como demonstra o livro A Cabeça do Brasileiro.

Dennis Faria disse...

Ridículo falarem de que NÂO existem preconceitos neste Mundo/Planeta, sejam por raça, credo(religião), cultural, nível social, etc. Antropologicamente, tivemos toda a sorte de preconceitos nos 2.009 anos depois de Cristo e antes dele! Mas, uma coisa eu digo, cotas educacionais raciais, para alunos que vieram de classe pobre, são engôdos porque não nos resolvermos enquanto povo. [… Sou da periferia do tempo que estas mesmas eram bairros distantes e não tinham nada, hoje são grande amontoados por falta de planejamento público que atingem toda polução de classe mais baixa...]

Meus pais eram cariocas, de periferia, e de zona açucareira. Meu pai não era negro, mas pardo, descendente de várias miscigenações. Meus avós eram Nordestinos da periferia(sertão, para ser mais exato) de Pernambuco, eu sou mineiro, portanto descendente de uma mistureba danada deste Brasil e outros que nem sei.

DEFINITIVAMENTE, sou contra COTAS compensativas como engodo para não resolvermos nos problemas educacionais. A única COTA que sou a favor, é a da Educação e Saúde para Todos, vamos dizer tipo do Canadá ou Cuba(não falei de problema políticos) pelo outro lado.

A única RAÇA, neste Planeta que tanto degradamos é a Terráquea, o resto são fatores mediócres, mesquinhos da mesma...!

Vanessa F. disse...

Esse blog é um dos meus favoritos, de longe!

Dennis Faria disse...

Completando...., só somos classe média pelo fator único de consumo(seja este com dinheiro ou empréstimos[agiotagem] do mesmo)! Não por índices reais de qualidade de vida(IDH) e desenvolvimento sustentável... blá blá blá...

m. disse...

hahaha muito bom! ja escutei esse texto inteiro, cada parte da boca de uma pessoa diferente...
falta um post sobre como o pessoal classe media acha que o feminismo ja acabou e que as mulheres ja conseguiram tudo o que precisam! afinal, agora nos trabalhamos, cuidamos da casa e temos que ser lindas 24 hrs por dia, alem de saber todas as posicoes do sexo A a Z pra agradar o parceiro, porem, sem deixar de ser uma santa na rua.... rs

Rômulo disse...

Ótimo texto! Diz bem dos afro-convenientes hahahaha

Leandro disse...

Como assim tem racismo nos EUA? Nada, lá tem a Oprah, que é fantástica (tem sempre que ter algum adjetivo exacerbado para mostar que está habituado a assitir sempre o programa que só passa na tv a cabo), o presidente agora é aquele moreninho orelhudinho, o Obama, que tem uma família linda! E a mulher dele saiu na folha de São Paulo como a mais bem vestida, o que alavancou a popularidade dele nas eleiçõs (a folha tb é uma ótima fonte de assuntos genéricos sobre o mundo atual). Além disso tem o Michael Jordan, o Denzel Whasighton (Uóxiton), o Puff Daddy. Todo mundo bem sucedido, acho que quem reclama de racismo num gosta de trabalhar mesmo!
Eu mesmo, negro, acho que tudo isso aí nem aconteceu com esse exagero todo sabe?!, e GRAÇAS A DEUS, tenho acesso a escola particular, faculdade e carro. Mas isso é pq trabalho igual aos meus amigos brancos, claro, pq sou bem relacionado!

hahahahaha...

Mariano. disse...

Caralho, brutal o blog.
Um maravilhoso apanhado de imbecilidades dessa cria maldita que é a Classe Média Brasileira.
Animal.

Gabbardo disse...

Faltou só o comentário que toda pessoa de classe média tem o amigo negro. Em 80% dos casos, esse misterioso amigo negro adora fazer piadas depreciadoras à sua própria cor, haja visto que não há racismo no Brasil.

Ricardo disse...

Nunca vi um post tão superficial e "pseudo-revoltado"... risível. Será que o autor conhece os argumentos contrários à política de cotas raciais, ou está mais interessado em se mostrar superior a essas "discussões da classe média"?

M. disse...

falai ricardo, que argumentos contrarios entao? hahaha... ai ai.... o que eu acho engracado é que os argumentos anticotas sempre apresentam falhas historicas imensas (ma fe ou ignorancia?) alem de varios outros equivocos que o post ja explicitou muito bem e so quem eh retardado n entendeu.

Evandro Cesar disse...

Não entendi nada, não tem sentido algum esse post. O pensamento não tem lógica e não entendo como alguém pode chamar isso de brilhante...

Simone disse...

Concordo com Evandro.

Anônimo disse...

Ricardo---> fã do ali kamel detected.

Anônimo disse...

É tão infantil este blog...e ainda fica cheio de mongoloides lendo essas besteiras e se regozijando com o "espírito crítico" (hahaha) do autor.
Não há nessa sucessão de tolices nada mais do que ressentimento e ódio de classe, certamente amparado em alguma ideologia estúpida.

Myura disse...

[evandro][simone]burrice mode[on]-=-=-=-= qui burro, da zero pra ele
[anonimo 17:21]dodoizinho[detected]haeuhahuaehuaehauheuh

Anônimo disse...

e ainda por cima é frequentado por crianças de 8 anos, como essa daí de cima O.O

Anônimo disse...

O problema principal é que as pessoas geralmente tratam um monte de problemas distintos da mesma maneira.

Por exemplo, acho que no Brasil as cotas sociais - paralelas a um plano definido para melhorar a escola pública - fazem mais sentido do que as cotas raciais. Isso não significa de maneira nenhuma que eu negue a força do racismo no Brasil. Ele é forte mesmo. A questão é a seguinte: qual é o objetivo das cotas?

1. Acabar com o racismo?

2. Reparar uma injustiça histórica contra os negros?

3. Permitir que as pessoas que não recebem um ensino de qualidade (pobres, geralmente negros) tenham a oportunidade de melhorar de vida?

Acho que nem preciso explicar o motivo das cotas não serem uma solução para o primeiro objetivo. Não vou chegar a afirmar que no geral elas pioram o racismo, mas também não acho que elas melhoram, justamente por pensar que o racismo no Brasil não é intrinsecamente ligado à classe social. Negros de classe média, que estudaram em colégios particulares, também sofrem preconceito. Acho que a simples presença dos negros nas universidades não deve mudar isso.

Quanto ao segundo objetivo: para falar a verdade, considero o conceito de "reparar injustiças históricas" quase incoerente. Não, eu não estou dizendo que a escravidão não foi terrível. Também não estou dizendo que a condição atual da maioria dos negros não é resultado direto daquela calamidade. O problema está na palavra "reparar". Se a palavra fosse usada no sentido de consertar, tudo bem; mas muitas vezes ela é usada no sentido de reparação de danos, como se os negros devessem receber uma indenização pelo o que foi feito com eles. O problema desse segundo sentido é que a gente tem que definir o valor da indenização. Ok, então a gente decide que vai dar aos negros cotas nas universidades, no congresso e em empresas privadas. Mas e aí? Pagamos nossas dívidas e não temos que fazer mais nada? Isso não faz sentido nenhum. Os negros continuariam sofrendo racismo, e alguns brancos idiotas ainda se sentiriam justificados em dizer que negro só sabe reclamar mesmo. E se a sua resposta fosse que simplesmente devemos dar mais aos negros, ela também não faria sentido. O objetivo não deveria ser dar cada vez mais presentinhos aos negros - o objetivo deveria ser tomar as medidas mais eficientes possíveis para acabar com o racismo, ou pelo menos com os efeitos dele.

Por isso eu acho que, no caso das cotas, o objetivo mais razoável é o terceiro. O único efeito das cotas é dar acesso à universidade ao indivíduo, e o único que precisa de melhor acesso à universidade é o indivíduo pobre. O negro de classe média sofre racismo, mas é até meio insultante dar a ele uma vaga mais fácil na universidade como prêmio. O que ele precisa é não ser discriminado em entrevistas de emprego, por exemplo. Cotas raciais em empresas fazem muito mais sentido do que em universidades.

Anônimo disse...

O conceito de raça não existe.

Anônimo disse...

as patrcinha doidinha que eu pego nas balada fazem assim mesmo... rsrsrsrs! e meus camarada nego e nega são tudo bem de vida pq ralam pracaramba! e bruna surfistinha tbem é coisa classe media...

Luiz disse...

Muito bom esse blog, vou divulga-lo nos cometários da folha, esdaõ e globo.

O cara da foto é o Kamel? Faltou o credito da foto e e a citação de sua "obra" racista que nega o racismo.

abç

Pedro MacDowell disse...

como assim não existe o conceito de raça? kkkkkkkk
até no aurélio tem!!!

Anônimo disse...

Crítica interessante para uma pessoa de classe média.
Pena que mais de 50% da população pertença a classe média e não partilha da mesma opinião do seu ciclo de amizades.
Quais são suas idéias? Suas opiniões?
Vamos dar tudoaos pobres porque eles não têm condições?!
Acho que você poderia começar a fazer alguma coisa aumentando o salário de sua empregada.
Contratando pobres para lavar seu carro e pagando R$ 50,00 reais a eles. Que tal o Sr. fazer alguma coisa?

Anônimo disse...

Pois é, existem mais de 50 milhões de pessoas na classe média. Antes de tudo, fazer crítica a algo chamado de 'classe média' já é uma estupidez sem igual. Como colocar no mesmo saco mais de 50 milhões de pessoas?Obviamente isso não é possível, a não ser que se queira fazer o que o autor deste blog faz: destilar preconceitos a esmo e ainda posar de superior por isso.
Mas o mais interessante é que os pobres que estão excluídos da classe média sonham justamente em entrar para a classe média. O próprio presidente Lula outro dia discursou comemorando a inserção de mais pessoas na classe média. Ah, mas claro, se um pobre sonha em entrar na classe média é porque falta a ele pensamento crítico para perceber quão terrível ela é...pobrezinhos, ainda não tiveram a oportunidade de encontrar blogs iluminados como este para indicar o caminho a eles.
E se eles querem entrar na classe média a culpa certamente é...da classe média, é claro, que só faz corromper os bons selvagens...

Anônimo disse...

Meu caro, a classe média brasileira é formada por gente de bem, que trabalha honestamente, educa os filhos e luta contra todo o tipo de dificuldades para conseguir levar uma vida digna, enfim, seguir o caminho do bem nessa bagunça chamada Brasil...

Vc pode achar que entende alguma coisa sobre a classe média, que pretensão boba, estude um pouquinho o processo social e histórico que culminou com a sua formação, ao invés de ficar postando essas ironias infantis, palavras vazias de um ressentido, possivelmente com o próprio fracasso.

Infelizmente, a sua atitude não é um caso isolado, é apenas mais um produto das mentiras que têm sido repitidas, década após década, pelos mentirosos profissionais de sempre (igreja, esquerdas, etc), forjando uma pretensa dívida social que nunca existiu, que tenta dividir a sociedade com espantalhos completamente descabidos na realidade brasileira, que na prática apenas criam uma multidão de inúteis, que têm que ser carregados pelo restante da sociedade (essa mesma classe mpedia que vc despreza) desde o dia em que nascem até sua morte...

Sim, porque a miséria não é fruto da "má distribuição de renda" (se é que fosse possível existir tal instituto), a miséria vem da própria miséria, da ignorância, das mentiras e da pusilânimidade dos governantes...

Então se vc teve a oportunidade de estudar, cale-se ! A sociedade não lhe deve mais nada, vc sim, é que deve retribuir esse esforço, seja dos seus pais ou do governo, sob a forma de trabalho ou engajamento em atividades realmente meritórias.

Convido-o portanto a apagar esses posts idiotas, abandonar o recalque e os ressentimentos e focar seus esforços no progresso individual, pois essa é melhor contribuição que vc pode dar para a sociedade...

Sergio - BH

Denise Arcoverde disse...

Pierre, esses seus trolls são tão "classe média" hehehe...

É muito engraçado ver o pessoal que não entendeu nada.

Marcelo - BH disse...

Esses "comentaristas" são mesmo engraçados. Acho que a melhor parte desse blog é ver a ira despertar na "gente de bens" da Classe Média. Estes são incapazes de receber uma crítica, se sentem ameaçados. Cada vez que um deles vem aqui falar mal do autor, ajudam a consolidar o estereótipo tão bem ironizado pelos textos. É como tentar apagar fogo com gasolina. Não me contenho de curiosidade pra saber o que vem aí nos próximos posts!

Acho que esse Blog é único em toda a internet nacional, porque teve a coragem de mostrar como a tal "classe" é mesquinha, egoísta, hipócrita, e ao mesmo tempo manipulável como um grande rebanho, onde os políticos e os publicitários se tornam os titereiros se souberem fazê-los pensar que são "educados e informados", tangendo-os para onde quiserem...

Que bom que existe esse blog!

Anônimo disse...

Putz, quanta besteira...quer dizer que quem discorda do autor do blog só o faz porque se sentiu ameaçado e é incapaz de receber críticas?Ora, parece ser justamente o oposto...basta comparar a natureza dos comentários que criticam o blog com aqueles que defendem o blog. Os que o criticam, em geral,oferecem argumentos, ainda que alguns sejam bastante fracos (o que tornaria mais fácil ainda rebatê-los). Já quem defende o blog simplesmente tenta desqualificar os críticos, geralmente com argumentos ad hominem como "fulano não entendeu nada", "estão se sentindo ameaçados", "não aceitam críticas" ou "são todos de classe média". Ah, e tudo isso com um narizinho empinado, como se fossem moral e intelectualmente superiores e estivessem ainda fazendo um grande esforço ao dirigirem a palavra a esses seres desprezíveis da "classe média".
Mas é tão simples: eu questionei a possibilidade e a utilidade de se analisar uma suposta categoria que tem mais de 50 milhões de pessoas, colocando-as todas no mesmo saco. Eu pergunto então a este Marcelo que respondeu aí em cima: como é possível pegar uma "classe" de mais de 50 milhões de pessoas e rotulá-la de 'mesquinha', 'egoísta', 'hipócrita' etc?Vc não percebe que isso é uma análise simplista, grosseira e, sobretudo, preconceituosa?Quais outras categorias assim vc escolhe pra destilar seus preconceitos?Judeus, por exemplo?

Marcelo-BH disse...

"Anônimo": da mesma forma que você deve colocar na categoria "pobre" termos como "mau-gosto", "desgraça", "desinformação", "deseducação", ou quem sabe até "bandidagem". Não parece que o nariz empinado aqui é de quem defende o blog. Olhe pra você! Que papel ridículo, cara! Não gosta que falem que você critica por se sentir ameaçado, mas vem com essa história de que se "se falar mal de judeu, anti-semita será"... Quanto mais você escreve, mais você se complica. Ainda bem que ocultou seu nome, né? Agora, relaxa, amigo, não vai arrumar um problema de saúde ficando nervoso com esse site. Seu patrimônio não está em risco, fique calmo. Aprenda a conviver com seus defeitos, divirta-se, viva um pouco! Não transforme tudo em ódio e rancor! Leve a vida de uma forma mais leve! Um grande abraço pra você pra sua família! Tudo de bom!

Anônimo disse...

Fiquei em dúvida se responderia a isso, que nada mais é do que um atestado (mais um!) de incapacidade intelectual. Bom, lamento informar mas vc está enganado. Eu não uso a categoria 'pobre' do jeito que vc usa a categoria 'classe média'. Se eu critiquei o método utilizado, não teria cabimento eu aplicá-lo do mesmo modo a outra categoria qualquer. Eu sei que sua mente infantil só consegue ver as coisas de modo bem tosco, então vc deve ter pensado: ahh, ele é do time da classe média, então ele diz isso dos pobres e bla bla bla. Eu entendo o modo grotesco do seu pensar, mas realmente não estou interessado nessa guerrinha idiota de "classes" em que vc está. Se um dia vc compreender minha crítica (tão banal!) ao uso de categorias como "classe média" vc vai entender o que eu disse, ok?
A parte do judeu, realmente foi engraçada. Eu fiz uma pergunta simples...quais outros grupos de milhões de pessoas vc coloca no mesmo saco para denegrir e tratar preconceituosamente...citei os judeus sugerindo um exemplo, mas esqueci que estou lidando com uma mente rudimentar.
E essa coisa de ódio e rancor?!?Qto nonsense...vc usou algum alucinógeno?
Ah, vou anotar essa tb: quem critica o site é pq ficou 'nervoso'. E, claro, se ficou nervoso é pq no fundo sabe que a "classe média" é tudo isso que foi dito aqui né?Ah, rapaz inteligente, tá vendo, estou até antecipando seus raciocínios brilhantes já...

Marcelo-BH disse...

Oh, Mestre! Perdoe este insolente que vos fala, incapaz da compreensão transcedental de vosso douto julgamento! Vou aderir à luta para por abaixo este blog herege que ousa desafiar o baluarte da inteligência, da honestidade, e da luta contra tudo e contra todos para garantir um futuro melhor para este Brasil! Salve, Mestre Anônimo, Salve!

Anônimo disse...

Luta para por abaixo?hahaha, definitivamente, vc tem mania de perseguição. Primeiro, fiz umas críticas ao blog e vc disse que a razão era que eu não aceitava críticas e etc. Agora já diz que estou aderindo a uma "luta" para derrubar isso aqui!!!Hahahaha. Vou parar de responder suas bobagens aqui senão logo logo vc vai começar a dizer que estou pegando em armas para te matar e nem vai conseguir dormir mais.

E perdoar o que, meu caro?Sua incapacidade de discutir, que sempre te leva a tentar ironias tolas ou algum tipo de escárnio infantil?já estou acostumado com essas coisas, eu sei que é só pra vc depois mostrar para seus amiguinhos, com ar triunfante.

kelly disse...

o blog todo é sensacional, e este post é particularmente esclarecedor para apontar as mágoas e as carapuças vestidas aqui na caixinha de comments. HAHAHAHAHAHAHAHAHA

asnalfa disse...

O que tem de errado em pagar empregada domestica 50 reais ????
Nao quer trabalhar nao? Que vire prostituta entao!
Essa gente revoltada de que classe media nao pode ter empregada é pq essa gente nao tem dinheiro pra contratar uma...

Anônimo disse...

Mais um para a lista: quem critica o blog só o faz porque é um "magoado" ou porque a "carapuça serviu". Afinal, ninguém pode discordar racionalmente disso aqui, se discorda é porque está dando chilique por ter visto suas misérias expostas de forma tão irônica, não é mesmo?hahaha

Juan Castro disse...

PQP, eu sou um ímã de racista. Acho que, quando esses trogloditas veem que sou brancão de olho azul, acham que sou um deles.

Já tive vidraceiro, vendedor de plano de saúde e pregador Mórmon vindo com racismo pra cima de mim.

Juan Castro disse...

"Meu caro, a classe média brasileira é formada por gente de bem, que trabalha honestamente..."

Parei por aqui.

Anônimo disse...

haja visto non né amada. quer escrever, entao aprende.

Rafael Rodrigues disse...

Parabéns! Excelente análise do discurso proto-racista difundido pela mídia!

Anônimo disse...

Ai, finalmente encontrei pessoas que expressam aquilo que realmente acham. Depois de morar um tempo fora do Brasil, vivendo num pais em que os brasileiros dizem ser de pessoas frias e calculistas, como eu ja esperava, me deparo com um Brasil, que nem sei se o nome é racista mas um pais pra la de mediocre. Aqui a politica é finge que eu nao acho nada, e ficamso conversado. Ai credo, ninguem sabe expor opinioes, nem dizer a que veio direito contanto que nao se metam com minha turminha de cabelinhos lisinhos e longos..Ufa!! que Sono!!!
Abaixo a medíocridade, viva a liberdade de expressao e de ser cidadao!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

rodrigot disse...

e é de praxe afirmar que 'inclusive tem vários amigos negros'.

Adeline disse...

Se eu fosse lhe falar sobre todas as discussões que se passaram por esse assunto as quais fui praticamente a única a defender tal tipo de sistema e fui bombardeada com as mesmas frases que foram publicadas aqui, iria durar a eternidade.
Hoje em dia eu balanço a cabeça, confirmo e fico quieta. Há coisas na imaturidade brasileira que nunca mudarão. Uma delas chega a ser de caráter humano mesmo, a inveja. Digo inveja porque não encontro outra palavra para definir agora, pessoas que não conseguem ver o professor elogiando o colega, ou a mãe dando presente pro irmão, ou qualquer outra coisa que as excluam por determinado momento.

Não importa, realmente, talvez o Brasil nunca consiga ser nivelado quanto à separação de classes sociais movida pelas suas cores. Tenho dito, porque estudo em uma das faculdades que mais dão bolsas para pessoas de baixa-renda, e até hoje, só vi duas pessoas negras em minha turma.

Sol disse...

Copiei seu texto e coloquei no meu blog. eh q ele complementa muitas das ideias q eu expus em dos meus escritos. espero q nao se incomode...pode deixar, q eu cito a fonte! se kiser conferir:
http://sol-te-me.blogspot.com

Anônimo disse...

Olha só. O Brasil já criou até a Classe Média orgulhosa. É o máximo do medioclassismo.

Jeronimo disse...

Só para citar dados, temos praticamente metade (48%) de negros na totalidade da população brasileira... DECLARADOS!!! Quantos estão em Universidades? O negro só entra em faculdade particular. Falo isso por experiência própria. Um curso em faculdade particular, onde quase metade da turma era negra, e depois, quando consegui chegar em uma faculdade pública, tinha 4 alunos negros... DE INTERCÂMBIO COM PAÍSES AFRICANOS!!! E quantos professores negros eu tive na faculdade?? Só um... QUE VEIO DA ÁFRICA FAZER GRADUAÇÃO E FICOU POR AQUI!!!
Em alguns estados, um aluno negro não entra em uma sala de aula do curso de medicina em 30 anos!
Na Bahia, onde quase 80% da população é negra, só 2% dos alunos da Federal é negra. Não precisa reparação?
Pessoal, vão ler um pouco história, para descobrir como foi feito todo o processo abolicionista, as coisas prometidas e nunca cumpridas. Até o acesso à terra foi retirado, em 1848!
O grande problema da classe média é que ela quer ser classe alta, se espelha nos dirigentes. Mas esses sim, sabem o que fazem. Criam leis para inglês ver (processo abolicionista), e reservam aquilo que é melhor para eles (lei de terras no Brasil). E a classe média sai aí, que nem papagaio, repetindo aquilo que os ricos querem que vocês pensem. Ou vocês acham que nossa elite deixaria aparecer um Martin Luther King no Brasil? Vem antes que o negócio estoure.
Para quem não sabe, no Brasil, no momento da abolição, a unica fonte de renda era a terra, ou trabalhar nela ela para outra pessoa. A lei de Terras estabeleceu que terras devolutas seriam do Estado e quem quisesse deveria de pagar. O acesso fácil através de sesmarias acabava. E ainda por cima tinha o acesso fácil de imigrantes, italianos principalmente, com financiamento do Estado (interessante que existe um post falando sobre origem italiana). Esses queriam sim trabalhar no campo, até porque, quem iria querer ser empregado daquele que te chibatava até aquele momento?
Por isso o negro foi buscar outra forma de renda. De biscate mesmo, como autônomo, para a classe média. Mas onde ter um serviço decente na cidade sendo negro? Quem aceitava um empregado negro, ou então um aluno negro?
Lembrem-se também que aqui não existia escola e, na realidade, dentro do Brasil, não existia essa cultura de estudar para melhorar de vida. E assim o negro foi tornando-se o marginal da nossa sociedade.
Afora isso, temos também todo o conhecimento científico construído dentro do padrão racista no Brasil até a década de 30, quando o Estado Novo resolveu absorver a imagem da miscigenação e da harmonia das três raças. Afinal, precisava-se de um discurso patriota. Mas até esse momento, se unia as características físicas-corporais do negro ao do bandido, mesma coisa feita pelos nazistas, e agora escondida.
Claro que é só as nossas coisas escondidas. Não vamos nunca nos esquecer o que os alemães fizeram com os judeus, e eles sempre vão seguir com este estigma. Mas nós não podemos. Ser racista no Brasil pega mal, e é preciso escondê-lo. Principalmente nesse tipo de discurso onde se diz que não precisa fazer reparação nenhuma.

Jeronimo disse...

Para finalizar, tivemos aqui uma discussão entre um Anônimo e o Marcelo-BH. Para começar, não costumo dar atenção para anônimos, que não tem coragem para assinar o que defendem. Mas mesmo assim, meu caro, qual o teu problema com esse blog? Não entende ironia? Ah! O problema é a infantilidade. Mas e se essa infantilidade existe exatamente para mostrar para a classe média o quanto ela é infantil, com seu sonho idiota de um dia se tornar rico? Falta para ti, tanto para aqueles que ficaram brigando contigo, argumento. Pois se vieres me dizer que essa questão de má distribuição de renda não existe, aí teremos que citar vários estudos mostrando que sim, isso existe mesmo! E não é só aqui no Brasil. Agora, não mande ninguém se calar e ir pagar sua contribuição na sociedade, pois aí pega mal e mostra como a classe média gosta mesmo de uma ditadura (que a maioria apoiou aqui mesmo, no Brasil).
Concordo contigo apenas no momento de me falar sobre o governo. Mas aí, meu caro, discordamos novamente. Você irá me dizer que o governo é corrupto, mas ele é corrupto porque você gosta. A classe média adora reclamar de policial que aplica multa de trânsito (porque o infrator deveria ser educado {que contra-censo, alguém educado precisando ser educado} e o policial teria de prender bandido) mas aplaude quando um astro do cinema fica preso na Califórnia por estar bêbado por 40 dias, perde o natal com a família, e ainda tem que pagar o custo da sua prisão!
Mas lá a coisa funciona, né? Aliás, lá a polícia espanca negros e é absolvida, enquanto que aqui os filhos da elite (não da classe média) são absolvidos por queimarem um índio vivo achando que era um mendigo ou espancam uma empregada achando que era uma prostituta. E são absolvidos por serem ainda "crianças" e, por isso, não saberem o que fazem. Ora, vejam só! A classe mais culta e trabalhadora também tem seus podres, né?

Mas fica tranquilo. Pelo menos aqui os negros não fazem distúrbios como os que aconteceram depois da absolvição dos policias da Califórnia. Afinal, não dá para dizer que é racismo, pois ele está escondido a muito tempo embaixo do tapete.

Paulo Victor disse...

Very nice seu texto, cara. > Lembrando que pequenas frases/citações em outras linguas é bem classe média...

kkkkkkkkk...

Como a classe média se defende bem das próprias hipocrisias...

Laura disse...

O melhor (ou o pior) desse blog é ver que a ironia do texto é a realidade na cabeça de muita gente.Muita preguiça das pessoas..

Bruno disse...

'Brancos bondosos detectados': O post e vários comentários claramente foram escritos pelos brancos, de classe média, que não têm um amigo negro e se solidarizam com o coitado do filho da empregada, que é um bom menino, mas não consegue vencer na vida. Pros brancos bondosos de classe média que acham que o negócio é brigar com os brancos maus e dar uma ajudinha pros coitados dos pretos, assistam um filme chamado Manderlay. Qualquer semelhança não é mera coincidência.

1984 disse...

ahhahahahhaah!
Excelente esse post!
E mais hilário ainda é esse anônimo analfabeto. hahahhaha
Não tem qualquer noção do que possa ser uma ironia, ou um discurso sarcástico tão primoroso como este.
abraços

www.brasil1984.blogspot.com

Jonnie disse...

Autor Cotista!! O problema no Brasil não é a raça mas a condição social, pobre sempre dança.

Anônimo disse...

Se vc nao sabe o que eh racismo ou pensa que nao existe racismo no Brasil, va' viver um tempo na Italia... onde vc passara' pelo racismo de ser de um pais de terceiro mundo. Mesmo sendo classe media/alta no Brasil, sendo branquinho ou oriental, experimente... entre numa loja (mesmo que seja a mais fuleira da Italia) e experimente ser tratado como ladrao ou prostituta... tenho certeza de que quando voltar ao brasil novamente, sabera' o que eh racismo de verdade e sabera' que racismo eh uma das coisas mais feias do mundo!!!! Racismo pra mim eh ignorancia pura!

clararj34 disse...

Nossa! Quanta inveja!

Ana Clara disse...

este blog eh sensacional... faltou falar da novela "viver a vida"... hauhauha... lah, sim, no mundinho manoel carlos nao existe racismo... afinal olha o TANTO de negras andando de iates, donos de pousada, casados com quarentoes brancos (sic) milionarios... realmente... isto eh que eh o retrato fidelissimo da realidade
hauhauhauha
PS: estou sem acento

Bjos!

João disse...

A (vá lá) ideia desse troço é ensinar a comportar como a classe média com seus preconceitos.

Preconceituosa, claro, é a classe média, não o autor disso, que associa o valor das pessoas a quanto elas ganham - se não depende de esmola governamental, certamente é malvado.

Esse guia, na verdade, é de estrategemas para tentar vencer um debate sem ter razão, como compilou Schopenhauer. Um dos mais clássicos - a premissa falsa - se explicita quando se tenta imputar ao jornalista Ali Kamel, cuja foto ilustra o post, a asneira de "Afirmar que não existe racismo no Brasil".

Qualquer pessoa que conheça e trate com honestidade a forma as pesquisas e opiniões de Kamel sobre o assunto sabe que ele jamais fez tal afirmação.


Na verdade, Kamel disse que "Ele (o racismo) existe aqui,
como em todo lugar, mas, entre nós, nem de longe se transformou na marca de
nossa identidade". (http://www.freelists.org/post/radiolivre/En-Racismo-e-fraude) e que "Existe racismo no Brasil, mas ele não é um dado predominante da cultura nacional e não conta com aval de nenhuma instituição pública" (http://br.geocities.com/questaomestica/mitobicolor.html). Porém, buscar a verdade talvez decepcionasse o (pré)conceito contra Kamel e a tal Classe Média.

Então, é mais cômodo mentir, como fez o dono dessa coisa e todos os demais mentirosos que repetem a acusação falsa contra Ali Kamel.

Anônimo disse...

brilhante este blog. Alguém já viu algum general negro no Brasil? Até no império tem. Olhando para os membros de alta-patente, principalmente do passado, parece o exercito alemão da década de 30(ideologicamente, incluse). E o heroi ou heroina dos negros do Brasil é a princesa Isabel(não sei como não virou santa ainda).

Anna Steiner disse...

Quem escreve esse blog? Quer casar comigo?

lukinos disse...

Muito engraçados são os comentários dos que são contra as cotas e atacam este blog. Uma coisa que um tal de anônimo diz e repete a toda hora é a acusação de infantilidade e deficiência intelectual de quem defende a posição do blog. É que a classe média se sente no auge da maturidade e da inteligência. Sentir-se "maduro" e "intelectual" é sintomático de uma sociedade dividida por classes. Naquele programa de TV que se auto-intitula "vida inteligente na madrugada", Altas Horas, a platéia é formada invariavelmente por brancos - os "inteligentes" televisivos. Finalizando: o conceito de raça foi inventado pelo filósofo Immanuel Kant (branco) e é claro que embora raça não exista biologicamente, podemos dizer que existe o racismo sem raças. vale muito à pena conhecer a trajetória de Renato Khel, médico brasileiro que defendia a eugenia como forma de depurar racialmente o Brasil no início do século XX. A idéia de um mundo mais púro racialmente continua presente nos estudos da "nova frenologia". Portanto, o anônimo aí antes de chamar alguém de imaturo ou idiota deveria se informar melhor antes de opinar sobre o que desconhece. Abs!

caroljimenes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
caroljimenes disse...

Bom, não tenho a pretensão de mostrar (provar)que sou inteligente, então não preciso "rebuscar" o discurso. :D
Pra mim, esse blog é uma compilação de muitos discursos que escuto desde que me conheço por gente. E só escutei isso de pessoas da classe média. Juro. O próprio Kamel, o da foto, não entro no mérito se estão denegrindo a imagem dele aqui ou não, mas já escutei muita gente usar o trabalho dele como ARGUMENTO pra justificar essa percepção de que não existe racismo no Brasil. Aliás, acho que o parabéns ao autor do blog não deveria ser feito quanto à sua "criatividade", pois pra mim ele não criou nada. Ele simplesmente "compila" as frases mais comuns de um determinado grupo da classe média brasileira, e organiza de tal maneira que fica evidente as contradições desse discurso.
E porque a generalização "Classe média"? Porque esse "grupo" particular adora se auto-definir. Adoram dizer "não quero ser rico... Sou da classe média!". "A classe média é que leva esse país". "Nós da classe média somos as maiores vítimas da corrupção". É algo que sai do termo estatístico, e cria uma noção de identidade. Eu por exemplo, seria certamente inclúída estatisticamente, em algum crontrole do IBGE, como pertencente à classe média. Mas não me reconheço como pertencente a um grupo, nao me incluo nessa identidade comum... Porque sei que tem muita gente que pensa diferente de mim; não preciso ficar "vociferando" que sou uma mera vítima do sistema. Ao contrário, tem uma parcela que se auto-denomina "Classe média" e que tem um conjunto de valores, um discurso que, sinceramente, o autor desse blog resume e exemplifica. Eu não defendo que existe uma classe média única no Brasil, mas quando morei em Moema, SP, a maioria dos meus vizinhos se auto-denominava como sendo de "classe média" e tinha discursos como estes do Blog.
Então, tenho que dizer ao Anônimo: desculpa, mas vc realmente não tinha entendido o propósito do Blog. E se as pessoas dão risada, fazem piada, e riem porque vc não entendeu, desculpa, mas é verdade. Porque a auto-entitulada "classe média" não se dá conta das suas próprias incoerências.

Guilherme disse...

Parabéns pelo blog!!! Lamentável os comentários de algumas pessoas. Vou analisar a situação como um amante de história e não como um moralista pseudo intelectual. Desde muito tempo, mais especificamente no começo da idade moderna (século XV), que a classe média tem importante papel na formação e consolidação de uma nação. Diferente do que muitos acham, é a classe média que dita quais os rumos que um país deve seguir. Infelizmente isso está bem claro no Brasil. CLASSE MÉDIA ATRASADA - PAÍS ATRASADO. Isso é fato. Temos que generalizar sim! A classe dominante sempre será a dominante, que domina o poder e as decisões. A classe pobre (no caso da brasileira) infelizmente não tem o poder da mudança. Já crescem em um país totalmente estratificado, que não propicia uma vida digna, incapaz de proporcionar ao jovem pobre uma consciência a respeito dos seus próprios direitos: no Brasil, rico é rico e pobre é pobre. A classe média é a unica capaz de reorganizar uma nova mentalidade. Mas a classe média brasileira não se importa com isso. Nascem da classe média, pertencem a um mundo próprio da classe média e morrem enquanto classe média. Poucas vezes se conflitam com as populações pobres, salvo em casos de assaltos ou roubos. Quando a batata assa pro lado deles, saem as ruas pra fazer passeatas contra os bandidos que venderam droga ao seu filho. Eu seria hipócrita se não falasse que não pertenço a classe média. Mas não divido o mesmo pensamento que o da maioria dessa classe. Sei como é! Sempre estudei em escola particular. Quando se fala em cotas, todo mundo é contra. Defende-las por uma questão histórica é racismo. Sou negro e sei como é o racismo nas escolas particulares. "Aquele preto ladrão", "tinha que ser preto mesmo". Aos moralistas que falam, falam e falam, comecem a observar mais. Fácil é dizer que o problema é da política, do Lula, dos pobres vagabundos. Difícil é olhar pra si mesmo, e dizer: caramba! eu vivo no meu mundinho. È isso!

Anônimo disse...

Felizes são os racistas (negros e brancos) que não usam o subterfúgios idelógicos para fazer ponderações e justificar a manutenção de modelos falidos e de repressão. A mudança tem que ser total na base educacional para favorecer os negros e os demais seres pobres, ocultos no conceito abstrato e estéril de excluídos.

Anônimo disse...

Bom...Achei o blog interessante, gosto dos comentários.....é bom escutar uma outra versão..já que nos jornais, revistas e TVs..já se conhece a retórica...Entendo os cometários contrários ao blog, e os a favor. Afinal me situo no grupo "novos na classe média" e sou afro-descendente, estudei em faculdade federal (trabalhando)..rs! Mas não me sinto penalizada por pagar impostos e nem nada... Minha família é de origem pobre e sempre pagou impostos (nos alimentos, nas tarifas, residencial...)..esse negócio de que só a classe média paga impostos é uma mentira.O governo quando mantém uma faculdade pública ele não escolhe de onde vai pegar o dinheiro....então , com certeza, um sertanejo que comprou 1L de óleo para cozinhar , pagou impostos..que me sustentaram na faculdade. Agradeço a eles e a todos..e pago,para poder ajudar outros...
È isso.

opzd disse...

pode parecer frivolo de minha parte, mas acho que ninguem comentou o ridiculo da necessidade de cotas raciais no sao paulo fashion week, os "fashionistas" sao incapazes de reconhecer um negro(a) bonito, vergonhoso!
e o pior que a nocao de que negro e "feio" e deve ser invisivel he um uma grande forza para a manutencao do racismo.
e depois o bendito classe media compra as roupas que viu no resumo do fashion week da caras so pra falar que he moderno e que achou tendencia (hihihihihihihi)

Hamanndah disse...

Eu sou contra a cota racial para negros nas Universidades.

Eu tenho um colega de trabalho, negro, inteligente, bonito como Obama, mas isso não vem ao caso, sempre estudou em escola pública e é um Gerente muito competente.

Ele não precisou de cota para provar a que veio

Cota é uma forma de preconceito racial muito grande, pois tenta passar a idéia que o negro não tem a mesma capacidade intelectual que o branco

São poucos negros cientistas e Nobéis não porque sejam inferiores intelectualmente, como as cotas parecem sinalizar, e sim devido á muitos anos de escravidão, falta de liberdade e descriminação, que os impediu de ter acesso ás mesmas oportunidados que os brancos.

Por isso, ao invés de cotas nas universidades, deveria ser cuidado da Educação Publica de base, para que tanto o filho do negro como do branco de classe baixa tenha as mesmas condições de disputar um lugar nas Universidades e postos de trabalho mais remunerados.

Pessoas negras como a Juiza Luislinda, por exemplo, que se recusam a fazer o papel de vítimas do sistema, são provas suficientes de que não existe limites para as pessoas determinado pela cor de sua pele ou seu gênero, também.

Flávia disse...

Muito bom o texto!
Posso dar uma sugestão? Faça um post sobre o típico estudante classe média de universidades públicas. Tenho várias pérolas se precisar. Coisas do gênero ter um machado e foice tatuado na canela e o baita tênis da nike de 500 reais no pé...
Ou ainda, falar que os outros são alienados políticos porque ñ participam do movimento estudantil, enquanto o pai manda dinheiro toda semana para encher o tanque de gasolina...
Abraços!

Bernardo disse...

Descordo frontalmente do regime de cotas. Não resolve nada, e é discriminatório. Que se dê a motosserra a todos e não a árvore já cortada.

Professora Hilda Helena disse...

Quando se pergunta como explicar essa vergonha educacional em uma das grandes potências econômicas do mundo, a resposta está na preferência brasileira pelo topo da sociedade, não pela base. Cuidamos mais das universidades do que da educação de base.

Um exemplo é que a quase totalidade dos que defendem cotas raciais para ingresso na universidade não lutam pela abolição do analfabetismo, nem pelo aumento no número dos jovens negros que terminam o Ensino Médio. Outro exemplo é o Brasil se preocupar com o fato de termos apenas 13% dos jovens de 18 a 24 anos - chamada idade universitária - cursando a universidade, sem considerar que apenas um terço dos alunos que se matriculam no Ensino Médio consegue concluí-lo. Hoje, o número de vagas para ingresso na universidade é de 2,8 milhões, maior do que o número dos que terminam o Ensino Médio, 1,8 milhão. Mas as mobilizações são pelo aumento de vagas na universidade, e não pela conclusão do Ensino Médio.

O resultado é uma universidade sem base: os alunos entram sem condições de seguir plenamente o curso que escolheram e sem base complementar ao conhecimento específico de seu curso. As universidades sofrem um dilema: ficar com vagas ociosas ou ter vergonha dos alunos.

Mesmo os que terminam o Ensino Médio recebem uma formação deficiente. De acordo com o PISA - que avalia o resultado da educação no mundo -, em 2006, 55,5% dos alunos brasileiros foram reprovados com nota abaixo do nível 2, na escala até 5. E 27,8% deles ficaram abaixo do nível 1. A educação de base do Brasil está em 39º posição entre 56 participantes. Atrás de países como Jordânia e Indonésia, cujas rendas per capita são R$8.160 e R$5.950, respectivamente, bem menores do que a brasileira, que é de R$16.490.

Nanda disse...

Merda, já tive q ouvir isso td e aguentar calada (óbvio, não vou gastar meus combalidos pulsos e minha sofrida garganta respondendo fundamentalistas). O pior q meu namorado tem dessas tbm, afff, o amor da paciência pra aguentar essa chatice.

Ações afirmativas, pra quê?
Feminismo é histeria!

Vá nascer mulher, pobre, feia, burra e negra pra ver o q é bom...

Bernardo disse...

As cotas estão longe de serem a solução. Excelente texto Prof. Hilda Helena.

A Lesma Lerda disse...

Com a qualidade do sistena de ensino que temos- que ta na origem de quase todos os problemas que temos - se um destino cruel me obrigasse a ganhar a vida como professor (ou advogado ou jornalista) eu teria todo cuidado em esconder essa mancha o mais que pudesse. Ninguem ficaria sabendo.

A. Rosa disse...

Que doidera! A brasileirada tá perdida mesmo, acho q nesse caso de todas as classes.
Interessante a indignação expressa nos comentários desse post.
Vcs pegam pesado, né? hahaha. Mas acho que talvez esse é o melhor caminho. Abrir muito para o discurso para quem só lê best seller não leva a lugar nenhum. Até porque democracia por aqui não há mesmo.
Eu estou amando esse blog pq ele diz tudo oq eu to tentando falar para meus amigos de infãncia (como se livrar deles? É uma mistura de amor e ódio)dos bairros paulistanos da Chácara St. Antônio, Granja Julieta, Morumbi, Alto da Boa Vista e Brooklin sobre as questões raciais no Brasil há anos tanto que agora acho q desisti pq encontro sempre aquele mesmo rechaço.
Se senten ultrajados com qualquer mínima manifestação de pensamento diferente do deles.( e acreditam vivam em democracia).

Minha graça foi concedida por meio do casamento. Explico, casei com um negro de pai sudanes muçulmano e mãe jamaicana do bairro do Bronx, em nova iorque (bem conhecido pela classe né?) e ele me ajudou muito a abrir a mente.
Mas não foi fácil. REsisti, neguei o racismo alla brasileira, considerado pelo Doutor Professor da FFLCH (USP) Kabengele Munanga, o crime perfeito ( REvista Fórum setembro 2009), não entendi o sistema de cotas no início entre outras peculiaridades da classe media dentro da qual eu fui criada.
A oportunidade de viajar por outras culturas me ajudaram muito a superar os dogmas da classe média. E agora esse blog para me provar que eu não estou louca!
Muito obrigada, eu já tava quase apelando para os antidepressivos (rs)antes de fugir de vez desse lugar surreal que vive os ensinamentos de Gylberto Freire.

Parabéns pelos textos, ousadia e sensatez.

Fernando disse...

Olha, o restante do blog ate onde cheguei é bem inteligente, bem escrito, etc MAS , sinceramente, nunca lembro de ter ouvido algum professor de faculdade (fiz Federal)dizer que nao existe racismo no Brasil.
Nao é tão de raça como nos EUA, tem um quê social também , e ja vi de religião mas essa crítica nao procede MESMO.
E olha que me considero típico classe média...

Rafael Lemes disse...

Além de cumprimentar de vez em quando o porteiro e o jardineiro, tenho até UM amigo negro! A gente faz piadas de negro com ele, mas ele não dá bola. Mas eu não sou racista. Racismo até existe, mas os negros são bem mais racistas com eles próprios!

Amanda disse...

AO IMBECIL QUE DISSE
"que têm que ser carregados pelo restante da sociedade (essa mesma classe mpedia que vc despreza) desde o dia em que nascem até sua morte..."

Algum pobre é carregado pelos membros da classe média? Não seria o contrário?
Já que, quem trabalha nos latifúndios para o dono ficar rico, são os pobres?
Já que, quem desmaia nas indústrias e passa fome com o salário que ganha são os POBRES?

São os pobres os que são carregados pelo restante da sociedade (restante mesmo, porque ricos nao passam da minoria), ou são os pobres que trabalham dia e noite, para que os "homens de sucesso" (como voce deve julgar a si e a seu papai) possam comprar os carrinhos importados, morar no condominio de luxo e se reunir nos restaurantes mais caros para falar mal destes mesmos pobres?

Hipocrita!

Lore disse...

Só pra botar mais lenha: e quais são os limites que definem quem é da classe média e quem não é nesse país?

lukinos disse...

Acho que o ali Kamel tá pegando o tal de João, que defendeu Kamel com tanta veemência...

Anônimo disse...

Hello, as you can see this is my first post here.
I will be glad to get any help at the start.
Thanks and good luck everyone! ;)

Anônimo disse...

bem classe media: o filho branquinho pratica capoeira e a familia inteita joga flores para Iemanja no ano ano.. Afinal, eles são uma boa familia brasileira e abraçam a "diversidade cultural"! Mas o que acontece se a filha decide namorar um "seis e meia da tarde"?

João disse...

"lukinos disse...
Acho que o ali Kamel tá pegando o tal de João, que defendeu Kamel com tanta veemência..."

Ah, que bonitinho...

Não deixa de ser gozado ver um cara que vem supostamente reclamar contra um preconceito... usar um, explicitamente. Como não tem o que dizer, o tal de lukinos insinua que quem defende o Ali Kamel é viado - e preconceituosos são os outros.

(e macho é ele, escondidinho por trás do teclado, é claro)

Anônimo disse...

1
Revolução Quilombolivariana! REQBRA
NEGROS AFRO-DECENDENTES BRASILEIROS PRESIDENTE DILMA 13 PRESIDENTE DO BRASIL
Viva Brasil! Venceremos!

Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada à elite mundial,é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criaram-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo este afro-ameríndio descendente vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosas quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc.Movimento Revolucionário Socialista (Seja um,uma) QUILOMBOLIVARIANO
O maior blog de Chávez e Chavista das Américas
vivachavezviva.blogspot.com
quilombonnq@bol.com.br
Organização Negra Nacional Quilombo
O.N.N.Q. Brasil .Fundação 20/11/1970
Por Secretário Geral Antonio Jesus Silva

http://www.dilma13.com.br/

Anônimo disse...

Ótimo texto!
Será que a classe entendeu?

Anônimo disse...

Cara, eu acho que você não está sendo coerente ante as suas palavras. A melhor via de exterminarmos o racismo no Brasil, não é ofuscando e ignorando o fato de ele simplesmente existir, mas sim devemos falar sobre o assunto, admitindo que ele existe. Primeiro, tu contradizes-te ao dizer que dás um bom dia ao diarista e ao jardineiro, sinal de que são negros e que tais empregos, com devido respeito, são os de baixo grau possível que existem. Só são pra negros. Segundo, tu falas sobre a criação sei lá de o que para negros conseguirem empregos, enquanto você passou por uma faculdade que lhe aprimora a capacidade de pensar, enquanto negro só precisa de emprego né? Por favor mano, para com isso.